Após o fim do cessar-fogo, Israel intensifica ataques aéreos e terrestres, pressionando o Hamas e bloqueando suprimentos

Gabriela Thier Publicado em 31/03/2025, às 14h50
Na última segunda-feira (31), o exército israelense emitiu uma ordem para a desocupação da maior parte de Rafah, uma cidade palestina situada no sul da Faixa de Gaza. Essa decisão sugere a possibilidade de uma nova ofensiva terrestre na região, intensificando as tensões já existentes.
Desde o início de março, Israelhavia encerrado o cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas, resultando em um aumento nos ataques aéreos e nas operações terrestres. O bloqueio total de suprimentos essenciais como alimentos, combustíveis, medicamentos e ajuda humanitária para os aproximadamente dois milhões de palestinos na região é uma estratégia utilizada para pressionar o Hamas a aceitar novas condições para um acordo de trégua. O governo israelense anunciou sua intenção de intensificar as operações militares até que os 59 reféns ainda sob custódia do grupo sejam libertados, com a expectativa de que 24 deles estejam vivos. Além disso, Israel exige que o Hamas se desarme e deixe o território, condições estas que não foram incluídas no acordo original de cessar-fogo e que foram prontamente rejeitadas pelo grupo.
Em declarações feitas no domingo (30), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel assumirá o controle da segurança em Gaza após o conflito e mencionou a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugere o reassentamento da população palestina em outros países, caracterizando essa movimentação como "emigração voluntária".
Durante os confrontos ocorridos em maio de 2024, grande parte de Rafah foi devastada pelas ações militares israelenses na área adjacente à fronteira com o Egito. As forças armadas israelenses estabeleceram uma zona de amortecimento estratégica ao longo dessa fronteira e até o momento não se retiraram dela, contrariando os termos do acordo de cessar-fogo. O governo israelense justifica essa permanência como uma medida necessária para prevenir o contrabando de armas.
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