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Guerra

Irã eleva tom e diz que ataques à Israel foram legítima defesa

Porta-voz da diplomacia afirma que ofensiva com mísseis foi resposta proporcional a agressões israelenses

Porta-voz iraniano defendeu ações militares como parte do direito à autodefesa reconhecido pela ONU - Imagem: Reprodução/Twitter
Porta-voz iraniano defendeu ações militares como parte do direito à autodefesa reconhecido pela ONU - Imagem: Reprodução/Twitter

Manoela Cardozo Publicado em 15/06/2025, às 12h48


O governo do Irã afirmou, neste sábado (14), que os ataques com drones e mísseis balísticos contra alvos em Israel foram uma reação legítima, em resposta direta a ofensivas israelenses anteriores. O posicionamento foi apresentado por Abbas Araqchi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, que classificou a ação como uma resposta “dentro do direito internacional”.

“A resposta do Irã está amparada no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que garante a todo Estado o direito à legítima defesa diante de uma agressão armada”, declarou Araqchi. Segundo ele, a ofensiva foi “cuidadosamente calculada” e evitou alvos civis, priorizando estruturas militares israelenses.

Os ataques aconteceram após semanas de tensão crescente entre os dois países. Tel Aviv havia sido acusado por Teerã de conduzir bombardeios que atingiram instalações militares iranianas na Síria e no Líbano. A retaliação iraniana incluiu mais de 150 mísseis balísticos e 100 drones kamikazes, em uma operação batizada de “Resposta Decisiva”.

Segundo o governo iraniano, a ofensiva teve como objetivo “dissuadir futuras agressões” e não representa desejo de escalada. “O Irã não deseja guerra, mas protegerá sua soberania a qualquer custo”, disse o porta-voz.

A ação elevou o nível de alerta em diversas capitais do mundo, que temem um conflito mais amplo no Oriente Médio. Países europeus e os Estados Unidos pediram calma e disseram estar monitorando a situação de perto.

Mesmo com o discurso de contenção, o tom de Teerã foi interpretado por analistas internacionais como o mais duro desde o início das hostilidades recentes. A resposta de Israel ainda é incerta, mas o governo de Benjamin Netanyahu afirmou que “não ficará passivo diante de ataques à sua segurança”.


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