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Polêmica no Reino Unido

Governo britânico divulga documentos sobre nomeação do príncipe Andrew após polêmica com Epstein

Divulgação ocorre após críticas sobre relação de Andrew com Jeffrey Epstein

Imagem: Reprodução/REUTERS
Imagem: Reprodução/REUTERS

Julio Cezar Souza Publicado em 21/05/2026, às 09h12


O governo do Reino Unido divulgou nesta quinta-feira (21) uma série de documentos confidenciais relacionados à nomeação do ex-príncipe Andrew como representante especial para comércio e investimento internacional britânico. A publicação ocorre em meio à repercussão contínua das ligações do irmão do rei Charles III com o financista Jeffrey Epstein.

Os arquivos vieram a público meses após parlamentares britânicos criticarem Andrew Mountbatten-Windsor por, supostamente, priorizar relações pessoais com Epstein acima dos interesses nacionais durante sua atuação pública.

Segundo filho da falecida Rainha Elizabeth II, Andrew ocupou o cargo de enviado comercial internacional entre 2001 e 2011. Durante esse período, participou de viagens diplomáticas, encontros com empresários e reuniões com autoridades de diversos países, exercendo a função sem remuneração.

Os documentos históricos divulgados pelo governo britânico mostram que a então monarca apoiou diretamente a nomeação do filho para o posto.

Em uma das cartas reveladas, o chefe de uma associação comercial afirmou que “a Rainha está muito interessada em que o Duque de York assuma um papel de destaque na promoção dos interesses nacionais”.

Outro documento encaminhado a funcionários do comércio britânico no exterior alertava que o “alto perfil público” de Andrew exigiria uma gestão cuidadosa da imprensa e acompanhamento rigoroso da exposição midiática.

Durante pronunciamento ao Parlamento, o ministro do Comércio do Reino Unido, Chris Bryant, afirmou que não foram encontradas evidências de que o governo tenha realizado uma verificação formal de antecedentes ou uma análise de segurança antes da nomeação do ex-príncipe.

As informações foram divulgadas inicialmente pela agência Associated Press.

Andrew deixou o cargo em 2011 após o aumento das críticas envolvendo sua proximidade com figuras controversas, incluindo pessoas ligadas aos governos da Líbia e do Azerbaijão.

Nos últimos anos, o nome do ex-príncipe passou a ser constantemente associado ao escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, financista acusado de comandar uma rede internacional de exploração sexual de mulheres e adolescentes.

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos apontaram que Epstein utilizava conexões com empresários, políticos e figuras públicas influentes para ampliar sua rede de poder.

Em meio à crise de imagem provocada pelo caso, Andrew perdeu seus títulos militares e funções oficiais ligadas à família real britânica no ano passado.


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