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Família faz vaquinha para levar à Lua cinzas do filho falecido; entenda o motivo

A empresa responsável pelo serviço de encaminhar uma cápsula contendo cinzas de uma pessoa falecida cobra cerca de US$12,5 mil dólares

Matthew sonhava em ser astronauta desde os cinco anos de idade - Imagem: Reprodução | Facebook
Matthew sonhava em ser astronauta desde os cinco anos de idade - Imagem: Reprodução | Facebook

Publicado em 18/07/2022, às 08h07 G1


Depois do falecimento de Matthew Liam Gallagher, 11 anos, sua família se reuniu para realizar um dos grandes sonhos do pequeno: viajar ao espaço. O pequeno, que morreu em maio, queria se tornar astronauta desde que tinha cinco anos de idade. Filho de um oficial da marinha norte-americana, Matthew nasceu em 2011 em uma base naval na Califórnia e foi encontrado inconsciente pela sua mãe no meio da noite.
Apesar de não ter tido tempo de concretizar seu plano, os pais tentam arrecadar recursos por meio da plataforma gofundme para levar as cinzas do garoto à Lua. A meta inicial de 14 mil dólares foi superada e sua própria missão espacial está perto de se concretizar.
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A empresa responsável por realizar o serviço, a Celestis Memorial Spaceflight, cobra US$ 12,5 mil para enviar uma cápsula para a Lua, em um pequeno container com a gravação do nome. O serviço contempla a criação de um site para o memorial do falecido, uma mensagem de dedicatória na nave para homenageá-lo e uma segunda missão de cortesia, caso a primeira tentativa falhe.
Algumas lembranças do momento podem ser adicionadas, como a gravação profissional do momento em vídeo, um certificado de voo espacial memorial atestando a conclusão do voo e um distintivo personalizado, projetado exclusivamente para cada lançamento espacial.

A mãe de Matthew, Cori Gallagher, conta na página de arrecadação que o plano do garoto era inicialmente ser um piloto para depois se tornar astronauta. "Ele era totalmente obcecado por aviões de guerra. Era capaz de apontar todos eles em shows aéreos, resumia como que cada um deles era usado e qual tecnologia os substituiu com o passar do tempo", relatou Cori.

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