Governo canadense orienta cidadãos a evitarem viagens não essenciais e a retornarem enquanto ainda há voos comerciais; suspensão de rotas aéreas preocupa setor turístico cubano.

Ana Beatriz Publicado em 13/02/2026, às 00h13
O governo do Canadá emitiu um alerta para que seus cidadãos evitem viagens a Cuba, recomendando o retorno imediato dos turistas devido à crise de abastecimento e colapso energético na ilha.
O Canadá é o principal emissor de turistas para Cuba, representando mais de 40% dos visitantes estrangeiros em 2025, o que torna essa decisão crítica para a economia cubana, especialmente no setor turístico.
Além do Canadá, a Rússia também suspendeu voos para Cuba e iniciou a retirada de seus cidadãos, intensificando as preocupações sobre os impactos econômicos e sociais da crise na ilha, que depende fortemente do turismo.
O governo do Canadá emitiu, nesta quarta-feira (11), um alerta oficial recomendando que seus cidadãos evitem viagens não essenciais a Cuba e orientando que turistas que já estejam no país retornem enquanto ainda há voos comerciais disponíveis. A medida foi tomada após o agravamento da crise de abastecimento e do colapso energético que afeta a ilha.
De acordo com a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, o governo trabalha em conjunto com companhias aéreas para viabilizar o retorno dos turistas canadenses. Algumas empresas já suspenderam operações regulares para Cuba em meio ao cenário de instabilidade.
A decisão representa um impacto direto na economia cubana, especialmente no setor turístico. O Canadá é considerado o principal mercado emissor de visitantes para o país. Em 2025, turistas canadenses corresponderam a mais de 40% do total de estrangeiros que visitaram a ilha, número considerado essencial para a geração de receitas no país caribenho.
O alerta foi emitido em pleno período de alta temporada turística, que ocorre entre dezembro e fevereiro, fase historicamente marcada por maior fluxo de visitantes internacionais e maior movimentação econômica no setor.
Horas antes do anúncio canadense, a Rússia, segundo maior emissor de turistas para Cuba, também suspendeu voos para o destino e iniciou a retirada de seus cidadãos. A decisão russa foi atribuída aos mesmos fatores que motivaram o alerta canadense, como a escassez de combustível, problemas no fornecimento de energia elétrica e falta de itens básicos, incluindo alimentos, água e medicamentos.
A combinação das medidas amplia as preocupações sobre o impacto econômico e social da crise enfrentada por Cuba, principalmente pela forte dependência do turismo internacional como fonte de renda.
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