Analistas reconhecem que a Argentina está alcançado melhores números graças ao 'tratamento de choque" iniciado pelo presidente Milei

Milleny Ferreira Publicado em 04/06/2024, às 16h16
Quando o atual presidente da Argentina, Javier Milei, tomou posse do cargo em dezembro de 2023, assumiu uma posição de liderar um país com a inflaçãocom uma alta de mais de 200% em 12 meses.
Durante o mês de abril de 2024 o acumulado atingiu 289,4%, porém a curva vem formando uma decrescente notória há pelo menos quatro quedas consecutivas no acumulado a 8,8%, ante os 11% registrado em março.
Analistas estão acompanhando as situação do país afirmam que o "tratamento de choque" proposto por Milei desde sua campanha é o que está encaminhando a Argentina para "direção certa" para controlar a economia.
O governo Milei entendeu que a Argentina estava em uma situação macroeconômica muito complicada", comenta Camilo Tiscornia, professor de macroeconomia na Pontifícia Universidade Católica da Argentina.
No tempo em que a posse foi passada para o atual presidente, o governo registrava um déficit primário de quase 3% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com informações da CNN Brasil.
Por trás do grande problema de inflação da Argentina está o permanente déficit fiscal. Então, eliminá-lo, como está fazendo o governo atual, é um passo na direção correta", avalia Tiscornia
A atual estratégia do tratamento de choque na economia do país se iniciou logo em seguida à entrada de Milei no poder. A medida visa no corte de investimentos na indústria e no comércio, a revogação de leis ambientais, além da promoção de políticas que facilitem a privatização de estatais. Além de ter sido anunciado outros cortes também nos subsídios dos setores de gás, eletricidade, combustíveis e transportes públicos.
Ainda tem muito o que ser feito para poder recuperar a economia argentina, mas isso começa a dar bons olhos para o mundo", avalia Jefferson Laatus, estrategista-chefe da consultoria Laatus.
Podemos ver que desde o início do mandato do presidente Milei, o índice S&P Merval, referência da bolsa de valores de Buenos Aires, subiu mais de 70%, chegando aos 1.659.247,63 pontos nesta segunda-feira (3).
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