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Argentina planeja construção de cerca na fronteira com a Bolívia

Javier Milei estaria se inspirando pelas políticas de Donald Trump

Javier Milei estaria se inspirando pelas políticas de Donald Trump - Imagem: Reprodução / X / @NewsLiberdade
Javier Milei estaria se inspirando pelas políticas de Donald Trump - Imagem: Reprodução / X / @NewsLiberdade

Gabriela Thier Publicado em 27/01/2025, às 15h44


O presidente argentino, Javier Milei, está se preparando para implementar uma cerca na fronteira do país com a Bolívia, inspirado nas políticas isolacionistas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A obra, que terá aproximadamente 200 metros de extensão, será erguida na cidade de Aguas Blancas, localizada na província de Salta, no norte da Argentina.

A iniciativa visa "prevenir a passagem ilegal de pessoas pela fronteira", conforme anunciou o governo argentino. Na região já existe um muro que separa Aguas Blancas de Bermejo, na Bolívia, o qual foi construído para evitar inundações. No entanto, as autoridades argentinas expressaram preocupações de que essa estrutura esteja sendo utilizada como um ponto de passagem para atividades ilícitas.

Adrián Zigarán, representante do governo local, defendeu a construção da nova cerca, ressaltando que milhares de pessoas têm utilizado os telhados das casas para cruzar a fronteira. "Não compreendo o motivo da controvérsia em torno deste arame", afirmou Zigarán em entrevista à rádio Mitre.

A cerca conectará o terminal rodoviário de Aguas Blancas ao escritório regional do departamento de imigração. Com dois metros e meio de altura e 200 metros de comprimento, essa estrutura faz parte do denominado Plano Güemes, uma estratégia liderada por Patrícia Bullrich no Ministério da Segurança Nacional, que busca intensificar o controle nas fronteiras argentinas.

Por sua vez, o governo boliviano reagiu à decisão do presidente Milei, alertando que medidas unilaterais podem prejudicar a boa vizinhança e a convivência pacífica entre os dois países. Em um comunicado oficial emitido no último domingo (26), o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia expressou preocupação com a proposta e enfatizou que questões fronteiriças devem ser discutidas através de mecanismos bilaterais estabelecidos entre as nações para encontrar soluções conjuntas.


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