Declarações de Paolo Zampolli sobre mulheres brasileiras provocam indignação e ampliam controvérsia envolvendo disputa judicial com ex-esposa

Redação Publicado em 24/04/2026, às 10h42
Declarações misóginas do diplomata Paolo Zampolli, aliado de Donald Trump, geraram forte repercussão internacional, especialmente por seus comentários ofensivos sobre mulheres brasileiras e sua ex-esposa, Amanda Ungaro, em meio a uma disputa judicial pela guarda do filho do casal.
As críticas nas redes sociais e entre especialistas destacam o caráter preconceituoso das falas de Zampolli, que ocorrem em um contexto de acusações de abuso e violência doméstica feitas por Ungaro, as quais ele nega.
O caso se complica com alegações de que Zampolli influenciou a deportação de Ungaro em 2025, o que levanta questões sobre abuso de poder e o tratamento de mulheres estrangeiras em disputas judiciais, enquanto a crise em torno do diplomata se intensifica.
Declarações do diplomata e aliado do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Paolo Zampolli, provocaram forte repercussão internacional após a divulgação de uma entrevista em que ele faz ataques a mulheres brasileiras.
Durante conversa com uma emissora italiana, Zampolli afirmou que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”, além de utilizar termos ofensivos ao se referir à sua ex-esposa, a modelo Amanda Ungaro, com quem manteve um relacionamento por quase duas décadas e tem um filho.
As declarações rapidamente geraram críticas nas redes sociais e entre especialistas, sendo classificadas como misóginas e preconceituosas. O episódio ocorre em meio a uma disputa judicial nos Estados Unidos envolvendo a guarda do filho do casal e acusações feitas por Ungaro contra o diplomata, que incluem alegações de abuso e violência doméstica — pontos negados por ele.
O caso ganhou novos contornos após reportagem do The New York Times apontar que Zampolli teria atuado nos bastidores para influenciar a deportação da ex-esposa em 2025. Segundo o veículo, ele teria acionado autoridades do sistema de imigração americano após a detenção de Ungaro, sugerindo irregularidades na permanência dela no país.
À época, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou que a deportação ocorreu por motivos legais, relacionados ao vencimento do visto e a uma acusação de fraude trabalhista, negando qualquer interferência política.
Atualmente no Brasil, Ungaro sustenta que houve influência indevida no processo e afirma que as ações de Zampolli foram determinantes para sua deportação. O caso segue repercutindo e levanta debates sobre abuso de poder, violência de gênero e a forma como mulheres estrangeiras são tratadas em disputas judiciais internacionais.
As falas recentes de Zampolli intensificam a crise, ampliando o desgaste público e político em torno do diplomata, que ocupa posição de proximidade com a Casa Branca.
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