Medida faz parte de uma estratégia mais ampla destinada a aumentar a segurança nas escolas do país

William Oliveira Publicado em 22/12/2024, às 10h17
Em uma decisão significativa, a Albânia declarou neste sábado (21) a proibição do aplicativo TikTok por um período de um ano, motivada pelo assassinato de um adolescente ocorrido em novembro, que suscitou discussões sobre o impacto das redes sociais na juventude.
A medida, parte de uma estratégia mais ampla destinada a aumentar a segurança nas escolas do país, terá início em 2025, conforme anunciado pelo primeiro-ministro Edi Rama durante uma reunião com representantes de pais e educadores.
"Durante um ano, não haverá TikTok na Albânia. A plataforma será completamente bloqueada para todos os usuários", afirmou Rama.
A decisão foi impulsionada pelo trágico caso de um estudante de 14 anos que foi fatalmente esfaqueado por um colega, com relatos da mídia local sugerindo que o incidente teria raízes em interações nas redes sociais. Vídeos de jovens apoiando o ato violento foram compartilhados na plataforma TikTok, levando Rama a declarar: "O problema não reside apenas em nossos filhos, mas na sociedade como um todo, e em como o TikTok e outras redes sociais têm mantido nossos jovens como reféns".
Rama criticou abertamente as mídias sociais, particularmente o TikTok, apontando que estas têm contribuído para o aumento da violência entre os jovens, tanto no ambiente escolar quanto fora dele.
Até o momento, a plataforma TikTok não se manifestou sobre a proibição imposta pela Albânia.
Tema mundial
Diversos países europeus, como França, Alemanha e Bélgica, já implementaram restrições ao uso das redes sociais por menores. Recentemente, a Austrália também adotou uma proibição abrangente das mídias sociais para indivíduos com menos de 16 anos, estabelecendo uma das regulamentações mais rigorosas globalmente direcionadas às grandes empresas de tecnologia. Com essa nova lei australiana, plataformas como TikTok e Facebook poderão enfrentar multas que podem chegar a 50 milhões de dólares australianos (aproximadamente R$ 194 milhões) caso não consigam prevenir a criação de contas por crianças abaixo da idade permitida.
No início de novembro, um grupo composto por sete famílias na França entrou com uma ação judicial contra o TikTok, acusando o aplicativo de incentivar comportamentos prejudiciais entre os jovens, incluindo suicídio e distúrbios alimentares.
Em resposta às crescentes preocupações sobre o bem-estar dos jovens usuários, o TikTok anunciou no final de novembro uma série de mudanças. Entre elas está a restrição dos filtros de beleza para usuários com menos de 16 anos, uma tentativa de mitigar impactos negativos na saúde mental e social da infância e adolescência.
A empresa também declarou que intensificará os esforços para banir usuários com menos de 13 anos da plataforma.
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