
por Renato Nalesso
Publicado em 05/06/2023, às 08h49
Oficialmente a Seleção Brasileira está chegando há seis meses sem um técnico desde que Tite anunciou que deixaria o cargo. Com Tite o time verde-amarelo alcançou mais de 80% dos pontos disputados. Entretanto em todo o período jogou amistosos fracos e sofreu em duelos contra a arquirrival argentina e principalmente na disputa das duas Copas do Mundo. Isso fez com que a CBF pensasse em um nome estrangeiro para dirigir a equipe pentacampeã mundial.
Mas a verdade é que por mais que vários nomes sejam cogitados, o único em pauta de verdade é o do italiano Carlo Ancelotti. Já ofereceram uma baita grana e um projeto de trabalho diferenciado para tirá-lo do Real Madrid. Mas a verdade é que o gringo não quer. Senão já teria dado um mínimo de sinal positivo. Agora o que não entendo é essa resistência a outras opções. Vejam o Abel Ferreira! Transformou o Palmeiras na equipe mais competitiva das Américas. Por que ignorá-lo? E se for partir para oções caseiras porque não apostar no Dorival Junior? Supercampeão no Flamengo do ano passado ele vem tirando leite de pedra do São Paulo. Ainda tem o Renato no Grêmio sempre com trabalhos sólidos e um incrível controle de vestiário.
Enquanto isso a CBF fica passando vergonha em escalar um treinador interino para convocar a Seleção. Na última vez trouxe o cara lá do Mundial Sub-20 só para ler uma lista. Piada! Vergonha! Acho que o Brasil merecia uma gestão mais adequada na CBF e que principalmente tivesse mais convicções de suas escolhas.
Mais baixos que altos
Quando venceu o Fluminense e o Atlético/MG pela Copa do Brasiltodo o torcedor corintiano ficou com a esperança de que dias melhores estavam por vir. Afinal de contas o time jogou bem, com raça e disposição. Algo que não vinha acontecendo, sobretudo em partidas fora de casa. Mas foi só encarar o América/MG, até então vice-lanterna do Brasileirão, para a vaca ir para o brejo. Incrível a passividade e falta de criação da equipe. Vai justificar que o Luxa escalou um mistão? Vão falar que o lance polêmico do pênalti decidiu o jogo? Jura que essas coisas viraram ‘muleta’? Para vai! A verdade é que a boleirada encarou o Coelho em Minas com uma tremenda má vontade e com a cabeça no jogo de quarta no Equador pela Libertadores. E no futebol o equilíbrio é tão grande que um vacilo detona todo o planejamento. O trabalho do técnico é achar um equilíbrio pra tudo isso. Hoje o Timão está mais pra baixo do que pra alto rendimento.

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