Delegado de plantão na Corregedoria teria se recusado a registrar a ocorrência

Jair Viana Publicado em 17/04/2025, às 19h07
O responsável por denúncias que culminaram na prisão de policiais civis agora é acusado de tentar extorquir amigos e familiares de outros agentes. Segundo uma fonte próxima às vítimas, ele teria exigido o pagamento de R$ 200 mil para não apresentar novas acusações à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.
De acordo com os relatos, o homem enviou mensagens de texto e áudios ameaçadores, afirmando que protocolaria denúncias formais caso o valor não fosse pago. Ele ainda teria alegado possuir contatos dentro da Corregedoria que facilitavam o andamento das acusações.
A mesma fonte relata que o suspeito se gabava do impacto de suas denúncias anteriores, que resultaram na prisão de alguns policiais, e ameaçava que o mesmo poderia acontecer com os outros policiais, caso o pagamento exigido não fosse realizado.
As vítimas procuraram a Corregedoria para registrar a tentativa de extorsão, mas, segundo o relato, o delegado de plantão teria se recusado a formalizar a ocorrência.
O autor das ameaças seria o mesmo que apresentou denúncias anteriores contra policiais civis. Ele teria utilizado, inclusive, o mesmo número de telefone empregado nas denúncias anteriores para realizar as extorsões.
O episódio evidencia tensões internas e acusações cruzadas dentro da corporação. Enquanto isso, os envolvidos aguardam providências oficiais sobre a conduta do autor das novas ameaças.
A Corregedoria ainda não se pronunciou oficialmente sobre a suposta recusa em registrar a denúncia. Já o delegado plantonista não respondeu aos pedidos de entrevista.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, por meio de nota, declarou:
“O boletim de ocorrência está sendo elaborado pela Corregedoria da Instituição e, em nenhum momento, houve recusa no registro dos fatos. Tanto a pessoa mencionada como autora quanto a suposta vítima não integram os quadros da Polícia Civil. No entanto, como houve citação ao nome de um policial civil investigado em outra ocasião, o registro está sendo realizado pela Corregedoria, conforme os trâmites internos da Instituição. A Polícia Civil reitera seu compromisso com a transparência e a apuração rigorosa de todos os fatos apresentados.”

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