Pai de três filhas menores, o secretário de Comunicação, Paulo Henrique Siqueira, nega acusações

Jair Viana Publicado em 28/12/2025, às 09h55
Um escândalo sexual sacode a Prefeitura de Guarujá. Uma servidora de 26 anos denuncia uma sequência de assédios sexuais, beijos forçados e comentários obscenos dentro da sala do secretário municipal de Comunicação, Paulo Henrique Siqueira. O acusado, um homem casado e pai de quatro filhos, sendo três meninas, faz um desabafo e diz que é tudo um ataque criminoso orquestrado para destruir sua honra e sua família!
A denúncia aponta para um quadro de abuso de poder. A vítima, que atuava como auxiliar direta do secretário, relata ter sido submetida a um cerco de investidas e constrangimentos, mesmo após gritar e dizer "NÃO!". Os supostos ataques, segundo ela, continuaram de forma, inclusive, na frente de testemunhas, escusando a frieza de um predador no comando.
Enquanto a polícia abre investigação e o silêncio da Prefeitura sobre o afastamento do secretário é ensurdecedor, Paulo Henrique Siqueira quebra o silêncio e reage em sua defesa. À reportagem, o secretário lança uma teoria que joga uma bomba no caso.
Em quase 20 anos de trabalho no setor público, jamais fui alvo desse tipo de ataque e mentira”, dispara indignado.
Ele defende sua trajetória: "Sempre respeitei as profissionais que trabalharam comigo, e nego qualquer tipo de assédio sexual ao longo de todo esse período”.
Paulo Henrique aponta um suposto complô para incriminá-lo, usando sua própria identidade.
Para se ter uma ideia da maldade criminosa de que me vejo vítima, até mesmo um número de celular desconhecido, com uma pessoa se fazendo passar por mim, foi utilizado para responder a questionamentos do jornalista... de forma totalmente indevida e com claro intuito de me prejudicar”, revela.
O secretário detalha a investigação pessoal que fez para desmascarar a fraude: “Até a manhã deste sábado, eu nunca havia falado com este jornalista, quando eu mesmo tomei a iniciativa de ligar do meu próprio telefone e questioná-lo em relação ao número de contato que ele possuía. O número informado pelo jornalista não é e nunca foi meu”. Confirmada a suspeita, ele partiu para a ação: “Nesta tarde, me dirigi à delegacia e registrei boletim de ocorrência na Polícia Civil para pedir investigação de quem tentou fingir minha identidade”.
Pressionado pela repercussão do caso, Paulo Henrique coloca a família no centro do drama:
“Sou casado e pai de 4 filhos, sendo 3 meninas, menores de idade, e me sinto indignado diante das falsas acusações feitas, que afetam toda minha família”.
Sobre a postura da Prefeitura, que enfrenta críticas por suposta omissão, o secretário foi taxativo: “Afirmo, como parte acusada, que a Prefeitura não se omitiu e abriu de imediato uma sindicância, da qual fui comunicado e vou responder exercendo meu direito de defesa”.
No olho do furacão, Paulo Henrique Siqueira faz um último e contundente alerta: “Sigo confiante de que vou comprovar a inexistência dos atos que são injustamente alegados. E, em relação aos demais ataques a mim e minha família, vou recorrer à Justiça para garantir que a verdade seja restabelecida”.
O prefeito Farid Madi não havia feito nenhum comunicado até o fechamento desta reportagem.

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