O duas vezes medalhista olímpico Arthur Zanetti não fez sua apresentação nas argolas. Ainda de calça e sem o uniforme de competição, subiu no tablado, mexeu

Redação Publicado em 21/07/2021, às 00h00 - Atualizado às 09h11
Se a ginástica artística pudesse ser comparada com a Fórmula 1, essa quarta-feira foi uma espécie de treino livre para os atletas. No chamado “Treino de pódio”, os brasileiro tiveram um tempo para conhecer os equipamentos e mostrar para os árbitros uma primeira amostra do grau de dificuldade das apresentações.
O duas vezes medalhista olímpico Arthur Zanetti não fez sua apresentação nas argolas. Ainda de calça e sem o uniforme de competição, subiu no tablado, mexeu um pouquinho no equipamento, mas não fez nenhum elemento.
– Meu treino mais forte foi ontem, ontem fizemos um treino forte, hoje no aquecimento também fizemos um treino. O objetivo era não entrar hoje para apresentar aqui. Os dois treinos já tinham sido fortes, então decidimos não fazer nada. Lá dentro do ginásio dei uma topada no dedo, mas nada muito sério. O treino mais forte foi ontem – explicou Zanetti.
No treino de pódio, os atletas têm a oportunidade de se adaptar ao local e dar aos juízes uma primeira amostra do grau de dificuldade de suas séries. A origem do termo “treino de pódio” remete à plataforma, em inglês também chamada de podium, sobre a qual os aparelhos são montados. Não tem muito a ver com o pódio onde os atletas recebem a medalha.
Seguindo a comparação com a Fórmula 1, outra esperança de medalha do Brasil, Arthur Nory, campeão mundial da barra fixa, usou muito os “treinos livres”. Acertou a série na primeira apresentação, e depois ficou quase 15 minutos treinando no aparelho e, neste momento, caiu da barra algumas vezes, como é comum acontecer em treinos. É como se um piloto tivesse batido algumas vezes, mas tivesse conseguido uma boa volta neste hipotético treino livre. Conversou diversas vezes com o técnico e pareceu ter saído satisfeito com uma das apresentações.

Arthur Nory na barra fixa — Foto: Globoesporte.com
– Treino de pódio é para testar, então na primeira série acertei tudo, comemorei, mas depois treinei a mais difícil. A gente sente um pouco a diferença dos aparelhos, então eu usei o tempo todo, 22 minutos, para testar. Cumpri minha série, depois passei outras, repeti, subi e desci. Deu para sentir bem a barra- explicou.
Para os atletas é uma espécie de ensaio geral, a grande oportunidade de se adaptar ao local de competição. É a hora de buscar pontos de referência e de se familiarizar com os aparelhos disponíveis na arena.
A seleção brasileira, além de Zanetti, contará nas Olimpíadas Francisco Barretto, dono de três ouros no Pan de 2019, Diogo Soares, medalhista nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018, e Caio Souza, melhor do país na soma dos aparelhos.
Na ginástica estes aparelhos possuem medidas e especificações padronizadas, mas eventualmente pode haver, por exemplo, pequenas variações no grau de flexibilidade das barras, na textura da trave ou na rigidez do solo. São detalhes que podem fazer a diferença tanto em termos de segurança como de resultado no alto rendimento.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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