Vikings que venceu o primeiro Valorant Masters e a Final Regional não será a mesma que entra no servidor nesta terça-feira, às 12h, para enfrentar a X10

Redação Publicado em 24/05/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h06
Vikings que venceu o primeiro Valorant Masters e a Final Regional não será a mesma que entra no servidor nesta terça-feira, às 12h, para enfrentar a X10 Esports. De acordo com o argentino Matias “Saadhak”, a atual campeã brasileira vai ser um time “totalmente diferente” na disputa do primeiro torneio internacional de Valorant.
– Nossa região tem conceitos muito atrasados, uma coisa que sempre falei. Conceitos de como pegar espaços no mapa, por exemplo. A gente chegou aqui [na Europa] e, pelo menos nos treinos, tentamos colocar nosso estilo de jogo, mas está bem bem difícil. Contra o NA nem tanto, mas, contra a Europa, sim. Estamos passando por uma fase de adaptação, arrumando coisas. Aprendemos muito, evoluímos muito, e quando jogarmos, vai ser uma Vikings totalmente diferente – garantiu o Saadhak em entrevista ao ge.
E o que vai ser diferente? De acordo com Saadhak, tudo.
– É como jogamos o jogo, ritmo, agentes, mapas também… vai ser uma Vikings diferente em muitos sentidos – garantiu.
Em Reykjavík há pouco mais de uma semana, o jogador argentino não poupou elogios ao cenário europeu. De acordo com Saadhak, as equipes da região tem sido muito receptivas com os brasileiros e os treinos foram produtivos.
– Eu levei uma surpresa em ver que até o top 20 aqui da Europa joga bem. Não é como no Brasil que o topo tem 4 ou 5 times. Aqui são realmente todos muito bons, jogam e treinam bem. Estou bastante feliz que estamos podendo treinar contra outros times – contou.
Os treinos da Vikings, inclusive, tem chamado muita atenção. Nos últimos dias, não faltaram elogios ao jogo da equipe brasileira. Adversários dos próximos dias, como Adil “ScreaM” e James “Kryptix”, da Liquid, Anthony “vanity”, da Version 1, e Tyson “TenZ”, da Sentinels, elogiaram a equipe brasileira.
Muito poderiam ficar empolgados com tamanha hype. Para Saadhak, isso não faz lá muita diferença.
– Para mim, tanto faz [ter o reconhecimento de times de fora]. Minha mentalidade é de vir aqui, demonstrar nosso jogo, o meu jogo, o jogo do meu time. Com isso podemos ganhar, perder, e que seja bem vindo, porque voltaremos mais fortes e com mais conhecimento. É bom ter o reconhecimento dos times de fora, mas não ligo muito pra isso, porque você fica preso em pensamentos que não valem a pena, se achando superior e com ego maior – explicou.
Saadhak, inclusive, acredita que toda essa atenção traz ainda mais dificuldade para a briga da Vikings pela taça.
– É bem mais fácil ganhar quando você é underdog [azarão]. Quando todo mundo está falando que você pode chegar longe, o adversário começa a assistir mais seu jogo, analisar sua estratégia, fica mais difícil, porque não é como se eles fossem levar um susto, eles vão prestar atenção onde cada um jogo – explicou.
– Com certeza será mais difícil [entrar como favorita]. E eu sei que somos os favoritos do Brasil, mas é algo que a gente não pensa tanto, porque é uma pressão a mais. Imagina ter milhares de pessoas te apoiando e você vai com isso na cabeça. Você vai jogar mal, estamos agradecidos com todo o apoio, mas tentamos não pensar muito – completou.

Saadhak, jogador de Valorant da Team Vikings — Foto: Divulgação/VKS
Contra toda a atenção do adversário, a Saadhak quer usar o “poder de adaptação” da Vikings. Para o argentino, ele e seus companheiros são capazes de se moldar de acordo com o momento – e isso já aconteceu em vários momentos da temporada.
– Não posso te falar quantas vezes trocamos de composição no último momento, faltando três dias pra um jogo importante. É bom porque temos jogadores que têm muita flexibilidade. Sacy joga com qualquer coisa, gtn, frz… cada um tem um poder de adaptação muito grande. Esse fator, essa vantagem, joga muito a nosso favor – disse.
Todos esses fatores serão colocados a prova no primeiro jogo, contra a X10. Saadhak afirmou que a Vikings está bem preparada para a adversária.
– Já vimos como eles jogam, no que são bons, no que são ruins, vamos estar bem preparados. Vai ser legal de assistir – afirmou.
Apesar de não conhecer os adversários, o argentino conhece bem um dos elementos que vai encontrar neste Masters: o grande palco.
– Eu tinha muita saudade de jogar no palco, passei muito tempo jogando só lan no Paladins, e agora poder jogar, ver cara a cara os adversários, é uma sensação muito boa. É uma coisa que nós, quando começamos a fazer o time, pensávamos muito. Pegar pessoas com experiência [no palco]. Não vamos nos sentir tão nervosos, vamos nos sentir como em nossas casas. Vai bater o nervosismo, mas é isso – finalizou.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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