A juíza Monica Lima Pereira, da 3ª Vara Cível do Foro do Butantã, em São Paulo, negou liminar pedida por um grupo de conselheiros do São Paulo para suspender

Redação Publicado em 13/12/2021, às 00h00 - Atualizado às 15h23
A juíza Monica Lima Pereira, da 3ª Vara Cível do Foro do Butantã, em São Paulo, negou liminar pedida por um grupo de conselheiros do São Paulo para suspender a votação que irá analisar mudanças no estatuto do clube.
Ela acolheu argumentos do São Paulo de que os conselheiros, ainda que aprovem as alterações, terão que submeter as novas propostas à Assembleia de Sócios, além de afirmar que as irregularidades apontadas pelos opositores não ficaram comprovadas.
É possível recorrer desta decisão.

Votação do Conselho será online — Foto: Marcos Ribolli
Um grupo de conselheiros de oposição foi à Justiça para tentar suspender a realização da reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo, marcada para quinta-feira, que irá votar uma proposta de mudanças no atual estatuto do clube.
A ação cita supostas irregularidades na convocação e afirma que as alterações pretendem perpetuar o atual grupo político no poder do clube.
As propostas incluem a possibilidade de reeleição para o presidente, que atualmente cumpre mandato de três anos, a ampliação do mandato dos conselheiros de três para seis anos, a diminuição do número de conselheiros de 260 para 200 (sendo 120 vitalícios e 80 eleitos).
O São Paulo se manifestou nos autos do processo e afirmou que o grupo responsável pela ação distorce fatos e que o processo de reforma do estatuto é idôneo. O clube também reforça que a reunião do Conselho não altera o documento, missão que caberá à Assembleia de Sócios após análise e encaminhamento das propostas pelo conselheiros.
Os opositores pedem que seja concedida uma liminar para suspender a reunião, mas o caso ainda não foi analisado pelo juiz responsável.
A reunião, que antes seria realizada de forma híbrida, foi alterada para ser feita de maneira virtual. Opositores dizem que a mudança se deu após a convocação de protestos por torcedores, enquanto o clube diz se tratar de uma medida de atenção sanitária para evitar aglomerações.
As alterações no estatuto do São Paulo movimentam os bastidores desde novembro. A princípio, a votação ocorreria no dia 18, ainda com o Brasileirão em andamento. Diante da situação do time, que brigou para não cair, a reunião foi alterada para 16 de dezembro.
Ainda em novembro, o conselheiro vitalício Pedro Baggio cobrou o fim da confidencialidade nas alterações a serem discutidas no estatuto, que aparecera na primeira convocação aos membros.
Bastam 131 votos, um a mais do que a metade dos 260 conselheiros, para as alterações serem encaminhadas para decisão da Assembleia de Sócios.
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Globo Esporte
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