O jogador Ryan Russell, um dos primeiros a se assumirem como bissexuais na NFL, afirmou estar "triste" e "chocado" com os comentários racistas feito pelo

Redação Publicado em 13/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h15
O jogador Ryan Russell, um dos primeiros a se assumirem como bissexuais na NFL, afirmou estar “triste” e “chocado” com os comentários racistas feito pelo treinador Jon Gruden, que foi campeão do Super Bowl com o Tampa Bay Buccaneers e pediu demissão do Las Vegas Raiders nesta semana. A liga encontrou e-mails enviados por ele em 2011 com mensagens racistas, homofóbicas e machistas.

Jon Gruden — Foto: Getty Images
– Fiquei profundamente triste, chateado, chocado, espantado que o líder de uma organização, um líder de jovens e da cultura do futebol em geral teria tantas coisas negativas, depreciativas, odiosas realmente, discriminatórias para dizer sobre tantos tipos diferentes de pessoas – afirmou Russell, de 29 anos, que foi draftado pelo Dallas Cowboys em 2015.
Na última sexta-feira (8) a imprensa do EUA noticiou que uma investigação da liga encontrou e-mail de 2011 no qual Gruden, que na época trabalhava como comentarista, usou termo racista contra DeMaurice Smith, presidente do sindicato dos jogadores.
– Escrever “Fim ao Racismo” pintado nos gramados não significa nada se isso não está imbuído em seu estafe, dentro do seio de sua organização – disse Russell.

Ryan Russell em 2017, pelos Buccaneers — Foto: Getty Images
Gruden afirmou não se lembrar do ocorrido, mas pediu desculpas. Nesta segunda-feira, o New York Times teve acesso a mais e-mails do treinador no qual ele usa termos homofóbicos e criticou a contratação de mulheres para trabalharem como árbitras na NFL.
Os e-mails foram encontrados durante investigação da NFL após acusações de assédio sexual e abuso moral dentro do Washington Football Team. Jon Gruden tem um relacionamento próximo com Bruce Allen, que na época era o presidente do Football Team. Na troca de mensagem entre os dois também foram encontradas fotos de mulheres de topless, incluindo de duas cheerleaders da equipe comandada por Allen.
– A NFL é capaz de promover essa mudança [pôr fim ao racismo]. As pessoas não estão pedindo nada que vá além da capacidade da liga – afirmou Russell.
O jogador, que atualmente está sem equipe, assumiu-se como bissexual em 2019.
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