A comissão de arbitragem da CBF admitiu que os árbitros cometeram um equívoco

Lillia Soares Publicado em 19/09/2023, às 14h34
A comissão de arbitragem da CBF admitiu que os árbitros cometeram um equívoco ao não assinalar um pênalti a favor do Grêmio durante os minutos finais do empate por 4 a 4 entre as duas equipes na última noite de segunda-feira. O jogo, que foi adiado da 15ª rodada do Brasileirão, aconteceu na Neo Química Arena e teve esse lance polêmico.
A medida inclui tanto o árbitro principal, Wilton Pereira Sampaio, que participou da última Copa do Mundo, quanto o responsável pelo VAR, Emerson de Almeida Ferreira.
De acordo com o UOL, Wilton e sua equipe de árbitros de vídeo serão submetidos a um período de treinamento no Programa de Assistência ao Desempenho do Árbitro (PADA).
A CBF ainda não emitiu uma confirmação oficial. Durante esse tempo de preparação temporária, eles receberão treinamento teórico e prático para evitar a repetição da interpretação considerada equivocada de não marcar o pênalti após a bola tocar no braço de Yuri Alberto.
Durante a sua ausência das escalas, os árbitros passarão pelo processo de recuperação. Quando retornarem, serão designados para jogos de menor importância.
grêmio sendo assaltado na neo química arena pic.twitter.com/rkyj4u8I0S
— out of context brasileirão (@oocbrsao) September 19, 2023
A comissão de arbitragem reconheceu o erro na decisão do jogo ocorrido em 18 de setembro ao divulgar as gravações de áudio do VAR da partida na Neo Química Arena.
“O atleta número 9 em ação de bloqueio com o braço em posição antinatural intercepta um cruzamento à área. O bloqueio da bola nesta ação caracteriza infração de pênalti. Portanto, uma penalidade deveria ser marcada no campo de jogo. E, quanto não marcada, o VAR deveria recomendar tal revisão", declarou Pericles Bassols, que atua como gerente do VAR e também desempenha o papel de um dos instrutores da CBF.
O assistente de árbitro de vídeo 2 (AVAR2), Michel Patrick Costa Guimarães, tentou influenciar a interpretação dos outros colegas ao questionar:
"Você não acha que a posição dele está muito aberta? Acha que a bola teria passado se não tivesse batido no braço dele?”.
No entanto, essa intervenção não foi suficiente para alterar a percepção dos demais colegas em relação ao lance, o que resultou na manutenção da decisão original e na continuação do afastamento temporário da equipe da cabine.
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