A confirmação da compra do Newcastle por um fundo de investimentos da Arábia Saudita não para de gerar repercussão. Primeiro, os outros 19 clubes da primeira

Redação Publicado em 13/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 22h08
A confirmação da compra do Newcastle por um fundo de investimentos da Arábia Saudita não para de gerar repercussão. Primeiro, os outros 19 clubes da primeira divisão pressionaram a Premier League por uma reunião de emergência para explicar a origem do dinheiro da transação. Agora, segundo o jornal “The Guardian”, é a Anistia Internacional que quer se reunir com o presidente-executivo da Liga, Richard Masters, para debater a compra do clube.
Sacha Deshmukh, presidente-executivo do grupo, quer discutir e propor mudanças na avaliação dos proprietários e diretores da primeira divisão inglesa, visando incorporar cláusulas que protejam os direitos humanos.

Amanda Staveley e Mehrdad Ghodoussi, novos diretores do Newcastle e representantes do fundo árabe que comprou o clube — Foto: Serena Taylor/Newcastle United
A ONG descreveu a negociação que girou em torno de 2,2 bilhões reais como “um golpe extremamente amargo para os defensores dos direitos humanos” devido ao “fraco histórico” do país do Oriente Médio nesse sentido.
Em abril de 2020, a Anistia já havia se manifestado a respeito. Na ocasião, o grupo de direitos humanos alertou que a ideia do governo saudita era usar o Newcastle para fazer “sportwashing”, ou seja, o uso do esporte como forma de apagar – ou esconder – ações que governos não querem que sejam conhecidas pelo resto do mundo.
A Anistia já havia denunciado, também, a compra do Manchester City por parte do fundo de investimento dos Emirados Árabes, ao considerar a transação uma tentativa de melhorar a imagem do país.
Em contrapartida, A Premier League afirmou ter “garantias juridicamente vinculativas” de que o estado saudita não controlará o Newcastle.
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