A RBR anunciou nesta segunda-feira que vai continuar operando os motores Honda a partir da temporada 2022 mesmo com a retirada do fabricante japonês da

Redação Publicado em 15/02/2021, às 00h00 - Atualizado às 09h38
A RBR anunciou nesta segunda-feira que vai continuar operando os motores Honda a partir da temporada 2022 mesmo com a retirada do fabricante japonês da Fórmula 1 no fim deste ano. A estratégia é considerada fundamental para a continuidade da equipe e ocorre graças ao congelamento do desenvolvimento de motores até 2025, aprovado pelos times na última semana.
– Temos discutido esse assunto com a Honda há algum tempo e, após a decisão da FIA de congelar o desenvolvimento das unidades de potência a partir de 2022, pudemos finalmente chegar a um acordo sobre o uso contínuo das unidades de potência híbridas da Honda. Somos gratos pela colaboração da Honda nesse sentido e por ajudar a garantir que a RBR e a AlphaTauri continuem a ter unidades de potência competitivas – disse o consultor da RBR, Helmut Marko.

Christian Horner (esq), Max Verstappen, Hemut Marko, da RBR, e Masashi Yamamoto, da Honda, no GP da Alemanha de 2019 — Foto: Lars Baron/Getty Images
Em outubro de 2020, a Honda anunciou sua retirada da F1 e pegou a RBR (que também controla a AlphaTauri) de surpresa. O fabricante japonês prometeu continuar empregando recursos em 2021, mas a RBR ficou sem uma opção factível no mercado, já que Mercedes e Ferrari têm suas próprias equipes e são rivais diretas da RBR, e a Renault, que forneceu unidades à equipe entre 2007 e 2018, teve um fim de parceria conturbado. A RBR, então pensou na ideia de assumir a operação da Honda.
– O estabelecimento da RB Powertrains Limited é uma jogada ousada, mas foi feita após consideração cuidadosa e detalhada. Estamos cientes do enorme empenho necessário, mas acreditamos que a criação desta nova empresa é a opção mais competitiva para ambas as equipes – completou Marko.

RBR e AlphaTauri utilizam motores Honda na F1 — Foto: Getty Images
A Honda voltou para a F1 em 2015, fornecendo unidades para a McLaren, mas demorou a produzir um motor competitivo. Demorou tanto, que a equipe inglesa, e em especial seu primeiro piloto à época, Fernando Alonso, perderam a paciência. Ao mesmo tempo, insatisfeita com a Renault, a RBR viu na Honda uma chance de ter um motor produzido sob medida para seu carro, o que a montadora francesa se recusava a fazer por ter equipe própria.
Em 2018, a então STR (AlphaTauri) foi a primeira a ter os motores Honda, numa espécie de temporada-laboratório, e, a partir do ano seguinte, a RBR passou a ter as unidades japonesas. A esta altura, a Honda já tinha um motor competitivo e conquistou seis vitórias nas últimas duas temporadas, sendo cinco com Max Verstappen e uma com Pierre Gasly.

Verstappen comemora pole no GP de Abu Dhabi de 2020 — Foto: REUTERS/Kamran Jebreili
A RBR disputará a temporada 2021 da Fórmula 1 com Max Verstappen e Sergio Pérez, enquanto a AlphaTauri terá Pierre Gasly e o estreante japonês Yuki Tsunoda, um protegido da Honda desde as categorias de base. O campeonato começa dia 28 de março, no Barein.
.
.
.
Fonte: GE – Globo Esporte.
Leia também

Taylor Swift é a mais jovem a entrar no Hall da Fama dos Compositores

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Servidora que autorizou descontos investigados no INSS é promovida pela nova gestão

Racha entre caminhões termina em acidente com dez veículos na Ponte Aricanduva, Zona Leste de São Paulo

Summit SSOil 2026 reúne grandes lideranças do setor energético em Birigui

Mendonça pede parecer da PGR sobre prisão de Daniel Vorcaro após nova negativa à delação

STF rebate questionamentos da Justiça italiana e defende julgamento de Carla Zambelli

PGR deve defender rejeição de revisão criminal apresentada por Bolsonaro no STF

Projeto quer impedir qualquer tipo de perdão penal para crimes contra crianças

TJ derruba lei que proibia atletas trans no esporte feminino; desembargador fala em "exclusão da mulher"