Diário de São Paulo
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PGR deve defender rejeição de revisão criminal apresentada por Bolsonaro no STF

Expectativa é que a Procuradoria-Geral da República se manifeste pela manutenção da condenação do ex-presidente e seja contrária aos pedidos de anulação do processo e das provas apresentados pela defesa.

A manifestação da PGR é considerada uma das etapas decisivas antes da análise do pedido de revisão criminal pelo STF - Imagem: Reprodução
A manifestação da PGR é considerada uma das etapas decisivas antes da análise do pedido de revisão criminal pelo STF - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 12/06/2026, às 19h52


A Procuradoria-Geral da República deve recomendar a rejeição do pedido de revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, defendendo a manutenção da condenação de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A defesa de Bolsonaro argumenta sobre nulidades processuais e a validade de provas, contestando a condução do julgamento e pedindo a absolvição ou revisão parcial da sentença, alegando falta de provas que o vinculem aos eventos de 8 de janeiro de 2023.

O caso está sob relatoria do ministro Nunes Marques, que aguarda a manifestação da PGR antes de decidir sobre o mérito do pedido, o que determinará se a condenação será mantida ou se as solicitações da defesa serão aceitas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve se posicionar pela rejeição do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa, segundo informações apuradas pela Revista Oeste, é de que o órgão defenda a manutenção integral da decisão condenatória e se manifeste contra os demais requerimentos apresentados pelos advogados.

O pedido de revisão criminal foi protocolado após a condenação do ex-presidente pela 1ª Turma do STF, que, no fim do ano passado, fixou pena de mais de 27 anos de prisão no processo relacionado à suposta tentativa de golpe de Estado. A defesa busca reverter ou reduzir a condenação por meio de uma série de questionamentos sobre a condução do processo.

Entre os principais argumentos apresentados pelos advogados estão a alegação de nulidades processuais, suposto cerceamento de defesa e a contestação da validade do acordo de colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid. O pedido também requer a invalidação das provas derivadas da delação e sustenta que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário do STF, e não na composição que analisou o caso.

Além da anulação de atos processuais, a defesa pede a absolvição integral do ex-presidente ou, alternativamente, a revisão parcial da sentença, com a exclusão de condenações relacionadas aos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Os advogados também argumentam que não existem provas suficientes para vincular Bolsonaro diretamente aos atos de 8 de janeiro de 2023.

O procedimento está sob relatoria do ministro Nunes Marques, que concedeu prazo para a manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de analisar o mérito do pedido. Após o parecer do órgão, caberá ao Supremo decidir se mantém a condenação ou se acolhe, total ou parcialmente, as solicitações apresentadas pela defesa.


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