A empresa justificou a medida radical

Mateus Omena Publicado em 01/12/2022, às 18h43
A CNN Brasil anunciou nesta quinta-feira (1) a desativação de sua filial na cidade do Rio de Janeiro, uma de suas principais unidades no país.
Em nota, a emissora afirmou que está reestruturando suas operações com os objetivos de “fortalecer” o canal e “readequar custos”.
Com essa medida radical, a coordenação de coberturas será concentrada nas filiais de São Paulo e Brasília, “sem prejuízo à cobertura” do veículo de notícias. A empresa informou que o processo de “reestruturação” começa a partir de hoje (1).
No entanto, a CNN alegou que o corte de gastos visa ajustar as finanças da empresa ao cenário econômico do país, para atingir “condições para atingir o equilíbrio financeiro” em 2023. Entre as alterações estão a readequação de programas e da grade.
“A CNN Brasil informa que realiza, nesta 5ª feira, dia 1º de dezembro, a reestruturação de suas operações, com dois objetivos principais: fortalecer o DNA do canal, focado em hard news, e readequar custos, ajustando a empresa ao cenário econômico do país, criando as condições para atingir o equilíbrio financeiro (breakeven) em 2023 e crescer”.
Por outro lado, o número de funcionários afetados com a determinação não foi divulgado.
A emissora informou também que apresentadores como Monalisa Perrone, Marcela Rahal e Sidney Rezende estão entre os que foram desligados, devido à medida.
Em um e-mail interno enviado aos profissionais da emissora, divulgado pelo portal Terra, a CNN afirma que os dois objetivos principais das mudanças são o fortalecimento do DNA do canal, focado em hard news (conteúdos factuais), e a readequação de custos, ajustando a empresa ao cenário econômico do país.
"Decisões como essas exigem coragem, determinação e visão de futuro. As mudanças irão adequar a empresa ao novo cenário da indústria de mídia e abrirão espaço aos investimentos necessários para seguir entregando o jornalismo independente, relevante e de alta qualidade, marca registrada da CNN", disse a empresa no comunicado.
Aos profissionais que deixaram a empresa, a CNN manifestou "profundo respeito e gratidão", afirmando que a dedicação e o trabalho de cada um foram fundamentais para a consolidação da emissora no país. O Terra entrou em contato com a assessoria da CNN Brasil sobre o caso mas não teve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
A jornalista Monalisa Perrone, 53 anos, está na CNN desde a estreia da emissora no país, em 2020. Ela deixou a Rede Globo em 2019 e passou a comandar o 'Jornal da CNN' no novo veículo. Marcela Rahal, que também estava no canal desde o começo, ficava à frente do 'Live CNN'. Ela começou como repórter e depois foi promovida para apresentadora, em 2020. As duas ainda não se manifestaram publicamente sobre as demissões.
Já o repórter Sidney Rezende, que entrou na CNN ao longo de 2020, comandando o 'Visão' e âncora da CNN rádio, anunciou sua saída nas redes sociais. Em um texto de "até breve" ele agradece a emissora e seus colegas de trabalho.
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