O ministro citou um potencial de crescimento médio de 2,5% no longo prazo

Gabriela Thier Publicado em 14/10/2024, às 16h42
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta terça-feira (14), em São Paulo, que o governo federal pode reavaliar novamente a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2024. Durante sua participação no evento Itaú BBA Macrovision, um dos mais destacados no setor financeiro brasileiro, Haddad destacou a possibilidade de que a economia nacional não fique aquém da média global em termos de expansão este ano. Ele sugeriu que o Brasil tem potencial para sustentar um crescimento médio de 2,5% no longo prazo, sem comprometer a estabilidade econômica.
Haddad enfatizou que "não tem por que não mirar uma taxa de crescimento, no mínimo, equivalente à média mundial", mencionando os anos em que o país esteve abaixo desse parâmetro. Ele manifestou confiança de que o Brasil pode almejar um crescimento superior a 2,5%, sem riscos significativos de desequilíbrios econômicos.
No mesmo evento, Haddad também abordou as expectativas para a inflação, que segundo ele deve permanecer dentro do limite da meta estipulada. Ele mencionou desafios como a escassez hídrica afetando a produção de alimentos e energia elétrica e o desastre natural no Rio Grande do Sul. Mesmo assim, o ministro mostrou otimismo sobre a inflação ser inferior à registrada no ano anterior.
Outro ponto abordado por Haddad foi a perspectiva de o Brasil alcançar o grau de investimento pela agência Moody's até 2026. Em outubro, a Moody's elevou a classificação do país de Ba2 para Ba1. O ministro salientou que "se mantivermos o rumo certo", é possível atingir essa meta. Ele observou que ao assumir seu cargo, o Brasil estava três níveis abaixo do grau de investimento e que avanços já foram feitos desde então.
Sobre a reforma do Imposto de Renda, o ministro revelou ceticismo quanto à possibilidade de sua apresentação ao Congresso Nacional ainda este ano. “No caso do Imposto sobre a Renda, os estudos são muito mais preliminares, dentro do governo e dentro do parlamento. Então, tem um trabalho a ser feito. E nós queremos acertar. Nós queremos, tanto do ponto de vista do consumo quanto da renda, aproximar o Brasil com o que tem de melhor no mundo”, disse ele acrescentando que "não sei se será possível fazê-lo esse ano, até porque nós estamos com o calendário apertado e com tarefas inconclusas que nós gostaríamos de entregar esse ano, como o programa do Planejamento com a Fazenda de revisão do gasto”.
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