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Cesta Básica

Paulistano sente alívio no bolso com queda nos alimentos, mas proteínas ainda pesam

Os preços dos alimentos caíram 2,56%, enquanto itens de higiene pessoal apresentaram aumento

Os preços dos alimentos caíram 2,56%, enquanto itens de higiene pessoal apresentaram aumento - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil
Os preços dos alimentos caíram 2,56%, enquanto itens de higiene pessoal apresentaram aumento - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Marina Roveda Publicado em 18/09/2025, às 18h28


O valor da cesta básica para o paulistano registrou queda de 2,21% em agosto, em relação a julho, segundo levantamento do Procon-SPe do Dieese. Essa é a quarta redução consecutiva, confirmando a tendência de queda observada desde maio.
Apesar da melhora recente, no acumulado de 12 meses, a cesta ainda está 2,27% mais cara. Em agosto de 2024, custava R$ 1.267,12 e atualmente está em R$ 1.295,86. O pico mais recente foi em abril de 2025, quando chegou a R$ 1.369,81.
Queda puxada por alimentos
A redução foi impulsionada principalmente por itens de alimentação, que recuaram 2,56% no mês. Os grupos de limpeza também caíram (-2,12%), enquanto os de higiene pessoal tiveram aumento (+1,47%).
Entre os produtos, os maiores recuos foram:

  • Batata: -20,73% (impacto de -0,33% no índice);
  • Cebola: -16%;
  • Alho: -9,49%;
  • Ovos brancos: -6,59%;
  • Pão de forma: -4,44%.

As carnes também colaboraram:

  • Carne de primeira: -3,60% (impacto de -0,51%);
  • Carne de segunda sem osso: -2,80% (impacto de -0,22%);
  • Frango resfriado inteiro: -3,36% (impacto de -0,21%);
  • Queijo mussarela fatiado: -4,22% (impacto de -0,17%).

Altas em itens de higiene

O movimento de queda foi parcialmente compensado por aumentos em produtos de higiene pessoal:

  • Creme dental: +3,42% (impacto de +0,07%);
  • Absorvente: +2,25% (impacto de +0,03%);
  • Leite em pó integral: +1,33%;
  • Presunto fatiado: +1,34%;
  • Biscoito maisena: +1,43%.

Balanço em 12 meses

Na comparação com agosto de 2024, alguns itens tiveram forte alta, especialmente proteínas:

  • Carne de segunda sem osso: +24,40%;
  • Carne de primeira: +20,21%;
  • Linguiça fresca: +13,73%;
  • Frango resfriado inteiro: +7,69%;
  • Salsicha avulsa: +5,52%;
  • Presunto fatiado: +4,85%;
  • Ovos brancos: +2,41%.

O destaque foi o café em pó (500g), que subiu impressionantes 72,58% no período.
Entre as maiores quedas, aparecem:

  • Batata: -55,64%;
  • Cebola: -50,65%;
  • Arroz: -28,21%;
  • Feijão carioquinha: -14,81%;
  • Queijo mussarela fatiado: -3,95% (única proteína em queda).