Categoria informou que aguarda resposta das reivindicações até 31 de julho; paralisação pode começar à 0h do dia 4 de agosto caso não haja acordo

Lívia GennariFerroviários ameaçam greve após impasse sobre empregos na CPTM Publicado em 27/07/2026, às 18h20
O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil informou que os trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade poderão entrar em greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite de 4 de agosto. A decisão foi aprovada em assembleia realizada na última sexta-feira (24), e a categoria estabeleceu o dia 31 de julho como prazo para receber uma resposta sobre as reivindicações apresentadas.
Entre os principais pedidos dos ferroviários estão a garantia de manutenção dos empregos dos funcionários da CPTM, a retomada da gestão pública das linhas concedidas à iniciativa privada e o apoio à tramitação do Projeto de Lei nº 730/2025, que prevê a possibilidade de absorção de trabalhadores da companhia por órgãos ou entidades da administração pública estadual.
Segundo o sindicato, a mobilização não tem como alvo os funcionários contratados pela concessionária Trivia Trens, mas está relacionada ao processo de transição da operação das linhas e às condições de trabalho dos empregados envolvidos no serviço ferroviário.
A categoria também questiona a ausência de uma definição sobre o futuro dos contratos dos trabalhadores após o período de 90 dias em que a CPTM ficará responsável temporariamente pela operação dos três ramais. Os funcionários foram convocados para auxiliar na retomada do funcionamento das linhas após problemas registrados no início da operação da concessionária.
Falhas e incêndio recente
A possibilidade de paralisação ocorre após uma sequência de ocorrências que afetaram a circulação dos trens. A Trivia Trens havia assumido integralmente a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em 21 de julho. Dois dias depois, um incêndio em uma composição da Linha 12-Safira provocou o desligamento de sistemas de energia e interrompeu o funcionamento dos ramais e do Serviço Expresso Aeroporto.
Durante o episódio, passageiros precisaram desembarcar de alguns vagões e caminhar pelos trilhos em determinados trechos até a retomada da circulação. Após a ocorrência, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou a suspensão temporária da operação da concessionária por 90 dias, período em que a CPTM reassumiu a administração dos serviços.
De acordo com a companhia, a circulação dos trens voltou a funcionar normalmente após a retomada temporária da operação. A categoria, no entanto, afirma que aguarda uma definição sobre as medidas relacionadas aos trabalhadores antes de decidir sobre a realização da greve prevista para agosto.
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