Tendência mostra avanço na liderança feminina em lares brasileiros

Gabriela Thier Publicado em 25/10/2024, às 15h05
A recente publicação do Censo Demográfico 2022, intitulada "Composição Domiciliar e Óbitos Informados", revelou significativas alterações na estrutura das famílias brasileiras em comparação com dados de 2010. Um dos destaques da pesquisa é a quase equiparação entre homens e mulheres como responsáveis pelas unidades domésticas no país. Em 2022, os homens representavam 50,9% dos responsáveis por lares, totalizando 37 milhões, enquanto as mulheres estavam logo atrás com 49,1%, correspondendo a 36 milhões.
Esses números marcam uma notável mudança desde 2010, quando os homens eram majoritariamente responsáveis por 61,3% dos domicílios. Outro ponto relevante é que em dez estados brasileiros as mulheres já ultrapassaram os homens nessa função. Pernambuco lidera essa lista com 53,9% de mulheres à frente das casas, seguido de Sergipe (53,1%), Maranhão (53%), entre outros.
De acordo com o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no Rio de Janeiro, o Brasil contava com aproximadamente 72,5 milhões de unidades domésticas em 2022, um aumento de 15 milhões em relação a 2010. A média de moradores por domicílio reduziu-se para 2,8 pessoas, inferior ao registrado em 2000 (3,7) e 2010 (3,3). No presente censo, cerca de 72,3% das residências abrigam até três pessoas.
Marcio Mitsuo Minamiguchi, gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, esclareceu que a designação de "pessoa responsável" é atribuída àquela indicada pelos próprios residentes do domicílio. O termo "chefe", utilizado em censos anteriores, foi substituído para refletir uma compreensão mais contemporânea das estruturas familiares.
O estudo também identificou que a maioria das unidades domésticas em 2022 ainda era composta por um responsável e um cônjuge ou companheiro de sexo oposto (57,5%). No entanto, esse número representa uma redução em relação aos dados de 2010, quando era de 65,3%, indicando uma diversificação nos arranjos familiares brasileiros ao longo dos anos.
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