Usuários poderão impedir novas contas em seu nome e ativar o recurso diretamente pelo site do Banco Central

Gabriela Nogueira Publicado em 01/12/2025, às 18h33
O Banco Central colocou em operação nesta segunda-feira uma nova ferramenta criada para aumentar a segurança dos consumidores e reduzir casos de fraudes no sistema financeiro. Chamada de BC Protege+, a funcionalidade permite que qualquer cidadão bloqueie a abertura de contas bancárias em seu nome, impedindo que instituições financeiras criem novas contas sem autorização expressa do usuário. A única exceção são as contas salário, utilizadas exclusivamente para o recebimento de remunerações.
O serviço está disponível no site do Banco Central e pode ser ativado na área “Meu BC”, acessada com login e senha do gov.br. Após habilitar a opção, todas as instituições financeiras passam a ser notificadas automaticamente de que aquele CPF não está autorizado a receber novas contas, seja de poupança ou corrente. O processo é gratuito e reversível: o usuário pode desativar a restrição a qualquer momento caso deseje abrir uma conta nova.
A diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, Izabela Correa, afirmou que a ferramenta foi desenvolvida para fortalecer a proteção dos consumidores diante de golpes cada vez mais sofisticados que envolvem falsificação de documentos. Ela destacou que o mecanismo não apenas beneficia os usuários, mas também contribui para um ambiente mais seguro no sistema financeiro.
Segundo o Banco Central, a adesão foi imediata. Apenas cinco horas após o lançamento, cerca de 7.800 pessoas já haviam ativado o BC Protege+. A expectativa da instituição é que o número aumente rapidamente, especialmente entre consumidores que já passaram por tentativas de fraude ou que desejam evitar riscos.
O BC Protege+ integra uma série de iniciativas adotadas pelo Banco Central nos últimos anos para reforçar a segurança digital e melhorar a relação dos brasileiros com serviços financeiros. Para especialistas, a nova funcionalidade deve reduzir de forma significativa o número de contas abertas com documentos falsos, prática comum em esquemas de estelionato.
Enquanto isso, as instituições financeiras terão de se adaptar ao novo fluxo, garantindo que a consulta ao sistema seja feita de forma automática e eficiente durante o processo de abertura de contas. Para o Banco Central, o objetivo é tornar o procedimento mais seguro sem dificultar o acesso dos consumidores aos serviços financeiros.
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