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Lula confia em Gabriel Galípolo para reduzir juros e critica gestão anterior do Banco Central

Banco Central aumenta a taxa SELIC em resposta a preocupações com gastos públicos e inflação

Banco Central aumenta a taxa SELIC em resposta a preocupações com gastos públicos e inflação - Imagem: Reprodução / Lula Marques / Agência Brasil
Banco Central aumenta a taxa SELIC em resposta a preocupações com gastos públicos e inflação - Imagem: Reprodução / Lula Marques / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 12/02/2025, às 16h56


Nesta quarta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silvaconcedeu uma entrevista à Rádio Diário FM, do Amapá, onde expressou confiança no novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Lula destacou que Galípolo possui a capacidade de corrigir as altas taxas de juros no Brasil, mas enfatizou a importância de permitir que ele tenha o tempo necessário para implementar as mudanças desejadas.

"Precisamos ajustar as coisas e estou convencido de que Gabriel Galípolo será capaz de resolver a questão da taxa de juros no país. Apenas precisamos dar a ele o tempo adequado para que possa realizar suas ações", declarou o presidente durante a entrevista.

Recentemente, em sua última reunião, o Banco Central decidiu aumentar a taxa SELIC em um ponto percentual, com expectativas de um novo aumento semelhante na próxima reunião. Essa decisão reflete as preocupações dos diretores da instituição em relação ao alto gasto público e seu impacto sobre a demanda interna, que atualmente supera a oferta, contribuindo para uma deterioração nas expectativas inflacionárias.

Além disso, Lula aproveitou a ocasião para criticar a gestão anterior do Banco Central sob a liderança de Roberto Campos Neto. O presidente acusou Campos Neto de ter atitudes prejudiciais ao Brasil, afirmando: "Ele sempre falava mal do nosso país e isso gerava um clima de descrédito até mesmo no exterior, enquanto continuava aumentando as taxas de juros." Essas declarações refletem um posicionamento mais crítico da atual administração em relação às políticas monetárias implementadas anteriormente.


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