Galípolo prevê Selic elevada por longo prazo para conter inflação

Gabriela Thier Publicado em 02/12/2024, às 19h15
O futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, atualmente diretor de Política Monetária, sugeriu que a taxa básica de juros, a Selic, poderá permanecer em patamares elevados por um período prolongado. Tal decisão se deve ao panorama econômico vigente, caracterizado por um desemprego em níveis historicamente baixos e uma desvalorização do real. Recentemente, a autoridade monetária decidiu elevar a taxa de juros de 10,75% para 11,25% ao ano. Galípolo destacou que as recentes medidas fiscais adotadas pelo governo podem ter incentivado tanto o consumo quanto a inflação, culminando em um crescimento econômico mais robusto do que o inicialmente previsto.
Em suas declarações, Galípolo frisou a importância de reancorar as expectativas inflacionárias do mercado, já que as projeções para 2025 ultrapassam a meta oficial de 3%. Ele assegurou que o Banco Central dispõe das ferramentas necessárias para atingir essa meta e descartou qualquer possibilidade de revisão da mesma. Sobre a reação do mercado ao pacote governamental de corte de gastos, ele comentou sobre uma volatilidade inicial e ressaltou a importância de uma comunicação clara por parte do Ministério da Fazenda.
Galípolo também sublinhou a importância de uma transição serena na liderança do Banco Central, destacando a necessidade de garantir estabilidade institucional. Ele expressou seu compromisso em seguir os passos da gestão de Roberto Campos Neto, visando assegurar a continuidade das políticas já implementadas pela instituição.
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