Enquanto o setor de transportes teve deflação de 0,37%, a alimentação também desacelerou

Gabriela Thier Publicado em 10/06/2025, às 15h06
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o indicador oficial da inflação no Brasil, apresentou uma variação de 0,26% em maio de 2023. Essa taxa demonstra uma diminuição em relação aos índices observados nos meses anteriores: abril teve uma inflação de 0,43% e maio do ano passado registrou 0,46%.
As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última terça-feira (10). De acordo com os dados, a inflação acumulada até o momento no ano é de 2,75%, enquanto que nos últimos 12 meses, o índice atingiu 5,32%.
O segmento de habitação teve um papel preponderante no aumento da inflação do mês, com um crescimento de preços de 1,19%. Esse aumento foi impulsionado, em grande parte, pelo incremento nas tarifas de energia elétrica residencial, que subiram 3,62%. O pesquisador do IBGE, Fernando Gonçalves, destacou que "além das elevações observadas em várias áreas analisadas e do aumento nas alíquotas do PIS/COFINS, esteve em vigor a bandeira tarifária amarela durante maio, resultando em um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos".
Adicionalmente, houve um acréscimo nos preços do gás encanado (0,25%) e nas tarifas de água e esgoto (0,77%).
Em contrapartida, o setor de transportes apresentou deflação de 0,37%, contribuindo para a redução da inflação geral. Os preços dos alimentos também desaceleraram sua alta; a inflação na alimentação caiu de 0,82% em abril para apenas 0,17% em maio.
No setor de transportes, que já tinha registrado deflação de 0,38% no mês anterior, destacaram-se as quedas nos preços das passagens aéreas (-11,31%), gasolina (-0,66%), óleo diesel (-1,30%), etanol (-0,91%) e gás veicular (-0,83%).
No segmento alimentar, as principais contribuições para a diminuição da inflação vieram das quedas nos preços do tomate (-13,52%), arroz (-4%), ovos (-3,98%) e frutas (-1,67%).
Outros grupos de despesas também mostraram resultados positivos: artigos de residência tiveram uma deflação de 0,27%; vestuário viu sua inflação cair de 1,02% em abril para 0,41% em maio; saúde e cuidados pessoais caíram de 1,18% para 0,54%; despesas pessoais diminuíram de 0,54% para 0,35%; e comunicação reduziu sua taxa inflacionária de 0,69% para apenas 0,07%. O setor educacional manteve uma taxa estável de 0,05% entre os dois meses.
Leia também

Indicado por Orlando Morando à Faculdade de Direito é alvo do Gaeco por corrupção e lavagem de dinheiro

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

A Soberania Começa em Casa

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

VÍDEO: Mulher cai entre trem e plataforma durante superlotação na Linha 9-Esmeralda

Enfermeira é morta a tiros pelo ex-namorado na Zona Sul de SP

Governo mira a própria militância e ignora os interesses estratégicos do Brasil

VÍDEO: Homem tenta estuprar nutricionista dentro de apartamento na Grande São Paulo

Pagamento do Bolsa Família em junho já tem data marcada; veja calendário

Alcolumbre reage a pressão por CPMI do Banco Master: "Palanque eleitoral"