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Setor Público

Governo Central melhora contas com superávit acumulado de R$69 bilhões

Comparando com 2024, o déficit primário caiu significativamente, com receitas líquidas crescendo e despesas diminuindo

Comparando com 2024, o déficit primário caiu significativamente, com receitas líquidas crescendo e despesas diminuindo - Imagem: Reprodução / Marcelo Casal Jr / Agência Brasil
Comparando com 2024, o déficit primário caiu significativamente, com receitas líquidas crescendo e despesas diminuindo - Imagem: Reprodução / Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 30/06/2025, às 14h50


O encerramento do mês de maio trouxe à tona os desafios fiscais enfrentados pelo Governo Central, com um saldo negativo que, como é habitual, refletiu um déficit nas contas públicas. O setor público consolidado, que abrange União, estados, municípios e empresas estatais, reportou um déficit primário de R$33,740 bilhões no último mês.

Comparado ao mesmo período de 2024, houve uma redução significativa do déficit, que era de R$63,895 bilhões. Essa melhora nas finanças públicas pode ser atribuída a avanços nas contas do Governo Central, que inclui instituições como a Previdência Social, o Banco Central e o Tesouro Nacional. As receitas líquidas federais apresentaram um crescimento de 4,7%, enquanto as despesas totais diminuíram em 7,6%.

Os dados fiscais foram divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central do Brasil. O déficit primário refere-se à diferença negativa entre despesas e receitas do setor público, sem considerar os pagamentos de juros da dívida pública.

Apesar do resultado negativo registrado em maio, o acumulado do ano mostra um superávit primário de R$69,121 bilhões. Nos últimos 12 meses até maio, o setor público acumulou um resultado positivo de R$24,143 bilhões, equivalente a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a totalidade dos bens e serviços produzidos no país.

No contexto de 2024, as contas públicas encerraram o ano com um déficit primário de R$47,553 bilhões, correspondendo a 0,4% do PIB.

Análise por Esferas de Governo

No mês de maio passado, o Governo Central reportou um déficit primário de R$ 37,351 bilhões, inferior ao resultado negativo de R$ 60,778 bilhões registrado em maio de 2024. É importante notar que esse valor diverge do dado apresentado na semana anterior pelo Tesouro Nacional, que indicava um déficit de R$ 40,621 bilhões. Tal discrepância se deve à metodologia distinta utilizada pelo Banco Central para calcular a variação da dívida dos entes públicos.

Os governos estaduais mostraram um superávit em maio de R$ 5,346 bilhões, comparado a um superávit mais modesto de R$ 559 milhões no mesmo mês do ano anterior. Por outro lado, os municípios enfrentaram um déficit de R$ 808 milhões neste ano; em contraste com o déficit de R$ 1,637 bilhão observado em maio de 2024.

Esses resultados contribuíram para uma diminuição geral no déficit das contas públicas. Os governos regionais – incluindo tanto estaduais quanto municipais – apresentaram um superávit total de R$ 4,537 bilhões em maio passado, revertendo o déficit de R$ 1,078 bilhão registrado no mesmo mês do ano anterior.

No entanto, as empresas estatais federais e municipais (excluindo Petrobras e Eletrobras) impactaram negativamente as contas consolidadas com um déficit de R$ 926 milhões em maio. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando o déficit foi maior, totalizando R$ 2,039 bilhões.


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