Reajuste de 6,79% começa em janeiro e impacta benefícios como INSS, seguro-desemprego e abono salarial

Lívia Gennari Publicado em 10/12/2025, às 13h03
O governo federal confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo em 2026 será de R$ 1.621, um aumento de R$ 103 em relação ao valor atual de R$ 1.518. O reajuste de 6,79% começa a valer em janeiro, refletindo no pagamento que os trabalhadores receberão em fevereiro.
O aumento é calculado com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mediu inflação de 4,18% nos últimos 12 meses, somado a um ganho real vinculado ao crescimento do PIB de dois anos antes, limitado a 2,5 pontos percentuais.
Impacto no orçamento público
Além de elevar o salário mensal, o reajuste também influencia diretamente benefícios que usam o piso como referência, como aposentadorias do INSS, seguro-desemprego, abono salarial e BPC.
Cada R$ 1 de aumento no mínimo gera um gasto adicional de cerca de R$ 420 milhões para o governo. Com o novo valor, estima-se que as despesas obrigatórias subam aproximadamente R$ 43,2 bilhões em 2026, limitando recursos disponíveis para outras áreas do orçamento federal.
Valor segue abaixo do necessário para famílias
Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo é referência para quase 60 milhões de brasileiros. O instituto também destaca que, para garantir o básico de uma família de quatro pessoas, o piso deveria ser de R$ 7.067,18 — mais de quatro vezes o valor definido para 2026.
O aumento do salário mínimo também traz impactos econômicos indiretos, como a elevação do salário médio e do poder de compra do trabalhador, mas ainda fica distante do que especialistas consideram necessário para suprir todas as necessidades básicas de uma família, incluindo alimentação, moradia, saúde, educação e transporte.
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