Números permanecem dentro das expectativas estabelecidas

Gabriela Thier Publicado em 26/12/2024, às 18h18
Em novembro, a Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil registrou um aumento significativo, superando a marca de R$7,2 trilhões. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (26), o montante da DPF saltou de R$7,073 trilhões em outubro para R$7,204 trilhões no mês passado, refletindo uma elevação de 1,85%.
Embora tenha havido um crescimento na dívida em novembro, os números permanecem dentro das expectativas estabelecidas. O Plano Anual de Financiamento (PAF), que foi apresentado no final de janeiro e revisado em setembro, prevê que o estoque da DPF deverá variar entre R$7 trilhões e R$7,4 trilhões até o final de 2024.
A Dívida Pública Mobiliária Interna (DPMFi), que se refere aos títulos emitidos no mercado local, também apresentou um crescimento de 1,71%, passando de R$6,748 trilhões em outubro para R$6,863 trilhões em novembro. No último mês, o Tesouro Nacional emitiu R$56,88 bilhões a mais do que resgatou, com a maior parte dos papéis emitidos atrelados à Taxa Selic. Este aumento foi amplamente impulsionado pela apropriação de R$58,75 bilhões em juros acumulados.
A apropriação de juros é um mecanismo pelo qual o governo reconhece mensalmente a correção dos juros sobre os títulos públicos e incorpora esse valor ao total da dívida. Com a Taxa Selic estabelecida em 12,25% ao ano, essa apropriação tem gerado uma pressão adicional sobre o endividamento governamental.
No último mês, o volume de emissões da DPMFi atingiu R$82,98 bilhões, o que representa a menor quantia desde outubro do ano anterior. Durante este período, foram resgatados R$26,1 bilhões. A maior parte das emissões (R$50,37 bilhões) foi direcionada para atender a demanda por títulos vinculados à Taxa Selic.
No cenário internacional, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) também registrou um aumento considerável de 4,78%, passando de R$325,22 bilhões em outubro para R$340,76 bilhões em novembro. Essa elevação foi impulsionada pela valorização do dólar, que subiu 4,77% no mesmo período. A ascensão da moeda americana começou em junho e foi influenciada por fatores como o atraso na redução das taxas de juros nos Estados Unidos e as eleições que ocorreram no país.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Loja de fotografia é destruída por incêndio em Campinas; câmeras registram ação de suspeito

Motorista de Porsche morre após colisão contra mureta na Rodovia dos Imigrantes

A Fazenda 18 já tem data de estreia; saiba qual

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Polícia investiga festa com fuzis em Vigário Geral e suspeita de presença de Peixão

Apenas 5% das ações contra políticos no STF terminam em condenação

CPTM amplia pagamento de bilhetes via Pix para todas as estações do sistema

Josh Grisetti, estrela de musicais da Broadway, morre aos 44 anos

Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias e investiga possível propaganda eleitoral antecipada