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Soberania

A Associação Brasileira de Cafés Especiais apoia plano Brasil Soberano em resposta aos EUA

Com importações anuais de 2 milhões de sacas, os EUA são o principal mercado para cafés especiais brasileiros

Com importações anuais de 2 milhões de sacas, os EUA são o principal mercado para cafés especiais brasileiros - Imagem: Reprodução / Pixabay
Com importações anuais de 2 milhões de sacas, os EUA são o principal mercado para cafés especiais brasileiros - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 15/08/2025, às 15h42


A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) manifestou seu apoio ao Plano Brasil Soberano, uma iniciativa do governo brasileiro que visa mitigar os impactos da tarifa de 50% imposta sobre os produtos nacionais exportados para os Estados Unidos.

Em um comunicado divulgado recentemente, a BSCA destacou a relevância das medidas apresentadas, afirmando que elas são cruciais para o setor no curto prazo. A entidade acredita que essas ações oferecerão um respiro necessário para a indústria cafeeira, permitindo que tanto o setor privado quanto o governo federal avancem nas negociações e alinhem estratégias internas. O objetivo é estabelecer uma sinergia com organizações similares nos Estados Unidos para alcançar uma solução duradoura e benéfica nas relações comerciais bilaterais.

A BSCA ressaltou que os Estados Unidos são o principal mercado para os cafés especiais brasileiros, com importações anuais que ultrapassam 2 milhões de sacas, resultando em uma receita superior a 550 milhões de dólares por ano. Em vista disso, a associação enfatizou que a melhor alternativa para resolver o impasse seria incluir o café na lista de produtos isentos da tarifa elevada.

No comunicado, a entidade reafirmou a importância das medidas do Plano Brasil Soberano, que inclui a criação de linhas de crédito com condições mais favoráveis, o adiamento de tributos federais por um período de dois meses e a reativação do Reintegra, um mecanismo destinado a ressarcir as empresas por tributos ao longo da cadeia produtiva. "Essas ações são fundamentais para que o setor consiga respirar e mantenha um diálogo produtivo com o governo na busca pela recuperação do fluxo comercial em condições justas entre Brasil e Estados Unidos", concluiu a BSCA.


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