Energia sem aumento nas contas, entenda os benefícios

Gabriela Thier Publicado em 28/12/2024, às 18h03
As condições favoráveis para a geração de energia no Brasil, impulsionadas pelas chuvas que elevaram os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, resultaram na continuidade da bandeira tarifária verde para janeiro de 2025. Essa informação foi confirmada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que assegurou que não haverá cobranças adicionais nas faturas de energia elétrica dos consumidores neste período.
A Aneel destacou que a bandeira tarifária verde esteve em vigor desde abril de 2022 até julho de 2024. A manutenção dessa condição em dezembro de 2024 e agora para janeiro de 2025 é atribuída à estabilidade das condições climáticas e à eficiência na geração energética do país.
Segundo a agência, o aumento nos níveis dos reservatórios foi uma consequência direta da chegada do período chuvoso, que por sua vez possibilitou um incremento na geração das usinas hidrelétricas. Isso significa que menos usinas termelétricas, que operam com custos mais elevados, foram acionadas para suprir a demanda por energia, conforme mencionado em nota divulgada no dia 27 de dezembro.
Bandeiras Tarifárias: Entenda como Funcionam
As bandeiras tarifárias, instituídas pela Aneel em 2015, são uma ferramenta que reflete os custos variáveis associados à geração de eletricidade. Essas bandeiras são categorizadas em diferentes níveis, oferecendo uma visão clara sobre os custos enfrentados pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) para produzir energia consumida por residências, estabelecimentos comerciais e indústrias.
Na bandeira verde, não há acréscimos nas tarifas. Por outro lado, quando as bandeiras amarela ou vermelha são acionadas, os consumidores enfrentam aumentos significativos nas contas: R$ 1,885 para a bandeira amarela; R$ 4,463 para a bandeira vermelha patamar 1; e R$ 7,877 para a bandeira vermelha patamar 2, todos referentes ao consumo de cada 100 quilowatts-hora (kWh). Durante o período entre setembro de 2021 e 15 de abril de 2022, uma bandeira de escassez hídrica foi implementada, resultando em um adicional de R$ 14,20 por cada 100 kWh consumidos.
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