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AndBank, instituição usada por investidores globais, é investigada e expõe empresários, políticos e astros do esporte

Banco tradicional do private banking internacional enfrenta apuração em Andorra; foco é institucional, mas repercussão pública atinge clientes que não são acusados formalmente

Messi e Felicio Ramuth ligados a banco sob apuração - Imagem: Reprodução
Messi e Felicio Ramuth ligados a banco sob apuração - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 20/02/2026, às 17h28


O AndBank, instituição financeira com décadas de atuação no mercado internacional de gestão patrimonial, tornou se alvo de investigação administrativa conduzida por autoridades em Andorra. Reconhecido no segmento de private banking, o banco construiu sua reputação atendendo investidores globais, empresários de diferentes setores, executivos e clientes de alta renda que buscavam diversificação internacional de patrimônio.

Com presença consolidada na Europa e atuação voltada à gestão personalizada de ativos, o AndBank sempre foi associado à discrição e à sofisticação financeira. Ao longo dos anos, a instituição apareceu em reportagens internacionais envolvendo estruturas patrimoniais utilizadas por figuras públicas e investidores globais.

Entre os nomes já mencionados em reportagens da imprensa europeia está o do jogador Lionel Messi. O jornal espanhol El Confidencial noticiou, em 2020, que o assessor financeiro do atleta esteve ligado a estruturas que incluíam o AndBank em Andorra, no contexto de organização patrimonial internacional. A menção ocorreu em análise jornalística sobre serviços financeiros, sem imputação criminal ou acusação formal contra o jogador.

Casos semelhantes envolvendo figuras públicas ilustram como investigações ou reportagens sobre instituições financeiras internacionais acabam projetando nomes de empresários, atletas e políticos para o centro do debate público, mesmo quando não há denúncia individualizada.

Investigação tem foco institucional

Especialistas em direito financeiro internacional explicam que, quando uma instituição bancária é submetida a apuração regulatória, todas as contas vinculadas podem passar por análise documental. Trata se de procedimento técnico comum em investigações dessa natureza.

Isso não significa que os clientes estejam sendo acusados.

Até o momento:

  • Não há denúncia formal apresentada contra correntistas
  • Não existe ação penal individualizada contra clientes
  • Não houve condenação definitiva relacionada à investigação

O foco da apuração permanece na instituição financeira, seus mecanismos de controle e seus processos internos de compliance.

Exposição pública atinge clientes

Embora a investigação recaia sobre o banco, a repercussão pública acaba expondo nomes de clientes que mantiveram recursos na instituição. Entre os perfis historicamente associados a estruturas financeiras em Andorra estão empresários internacionais, investidores do setor industrial, executivos do mercado financeiro e personalidades do esporte mundial.

A simples existência de conta ou investimento em instituição estrangeira não configura irregularidade quando os recursos são devidamente declarados às autoridades fiscais do país de origem.

Defesa reforça origem lícita e transparência fiscal

No caso que ganhou repercussão no Brasil, a defesa de um dos correntistas citados afirmou que os recursos mantidos no exterior têm origem privada, foram constituídos antes da entrada na vida pública e estão integralmente declarados à Receita Federal, com todos os tributos devidamente pagos.

Segundo a manifestação apresentada, foram encaminhadas às autoridades estrangeiras cópias completas das declarações de Imposto de Renda, contratos sociais e certidões negativas. A defesa também manifestou preocupação com a exposição pública de valores patrimoniais, ressaltando possíveis riscos à segurança das famílias envolvidas.

Aliados avaliam que o episódio ocorre em ambiente político sensível, mas reforçam que a investigação em Andorra possui natureza administrativa e ainda está em fase de análise documental.

Banco com histórico internacional

O AndBank consolidou se como plataforma de gestão patrimonial para empresários dos setores industrial, tecnológico, financeiro, comercial e do agronegócio, além de investidores internacionais.

A investigação segue em andamento e não há, até o momento, conclusão definitiva das autoridades andorranas.

O centro da apuração permanece sendo a instituição financeira. Clientes, embora mencionados em razão da repercussão, não são formalmente acusados.

Outro lado

O Andbank Brasil esclarece que o grupo Andbank não é parte investigada no caso mencionado.
A instituição atua em estrita conformidade com as normas e regulamentações das jurisdições em que opera, mantendo processos rigorosos de governança, controles internos e compliance alinhados às melhores práticas do setor financeiro.

Coopera integralmente com autoridades regulatórias e judiciais sempre que solicitado.

Fundado há 95 anos, o Andbank construiu sua trajetória com base em solidez, prudência e compromisso com a integridade, valores que seguem orientando sua atuação global.


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