Para o comércio, é a linha de crédito para capital de giro mais barata e a chance de fidelizar clientes

Vitória Tedeschi Publicado em 23/08/2023, às 13h34
Nesta quarta-feira (23), foi divulgado que onze entidades, ligadas ao setor do comércio e serviços e de apoio ao empreendedorismo, assinaram um manifesto em defesa do Parcelamento Sem Juros (PSJ) e da livre concorrência.
O manifesto foi assinado por: Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad), Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos (Abipag), Associação Brasileira de Internet (Abranet), Associação Brasileira de Academias (ACAD Brasil), Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), Conecta, Parcele na Hora, Proteste, Euroconsumers Brasil, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e União dos Lojistas da Rua 25 de Março e Adjacências (Univinco).
No "Manifesto pelo direito de continuar fazendo compras Parceladas Sem Juros", as entidades defendem que a modalidade é indispensável para a população e para a economia e que há riscos ligados a sua extinção, taxação ou limitação.
O documento ainda chama a atenção dos brasileiros para o risco da extinção, taxação ou limitação da modalidade que faz parte da rotina das famílias. De acordo com o Datafolha, 75% da população tem o hábito de parcelar as compras.
Além disso, as entidades defendem que, do ponto de vista dos consumidores, o parcelado sem juros é “a oportunidade de adquirir um produto ou serviço em condições que se encaixem melhor em seu orçamento”. Para o comércio, é a linha de crédito para capital de giro mais barata e a chance de fidelizar clientes.
Eles também destacam que, em 2022, a modalidade representou metade das compras com cartão de crédito no país e movimentou mais de R$ 1 trilhão, o que equivale a cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).
Estudos indicam que a extinção do PSJ poderia causar uma perda de R$ 190 bilhões de reais para o varejo, gerando um efeito dominó sobre os outros setores da economia. Portanto, é inadmissível que o Parcelamento Sem Juros seja extinto, taxado ou alterado. Do nosso ponto de vista, a livre concorrência deve prevalecer”, afirma Carol Conway, presidente da Abranet.
Por fim, o manifesto ainda cita que uma análise feita pela consultoria LCA estima que o impacto da restrição do parcelado sem juros poderia representar um aumento de 35% no custo do crédito que, por sua vez, resultaria numa retração de até 27% do volume concedido.
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