Período teve seu início neste sábado (21), caracterizado por alterações rápidas, incluindo chuvas intensas e ventos fortes, comuns nesta época do ano

William Oliveira Publicado em 21/12/2024, às 08h30
O verão teve seu início neste sábado (21), às 6h20 (horário de Brasília), marcando uma nova fase nas condições climáticas do Hemisfério Sul. Este período é caracterizado por alterações rápidas, incluindo chuvas intensas e ventos fortes, comuns nesta época do ano. A proximidade da Terra ao Sol resulta em dias mais longos e temperaturas elevadas em todo o território nacional.
De acordo com o Prognóstico Climático de Verão, divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno La Niña, que geralmente provoca chuvas intensas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil e secas no Sul, deverá ter uma duração mais curta nesta estação. As previsões indicam uma probabilidade de 60% de ocorrência desse fenômeno entre janeiro e março, com essa chance diminuindo para 40% entre fevereiro e abril de 2025.
A meteorologista Maytê Coutinho, do Inmet, comenta que "de maneira geral, as previsões climáticas apontam para um cenário de chuvas abaixo da média climatológica em grande parte do país".
A região Norte, entretanto, se destaca como exceção, apresentando expectativas de chuvas acima da média. No Nordeste, a quantidade total de precipitações entre janeiro e março deve ser inferior à normal, enquanto nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas devem ocorrer em níveis normais ou abaixo da média esperada.
No que diz respeito a chuvas volumosas, Maytê ressalta: "Apesar das previsões indicarem que a totalidade das chuvas em janeiro, fevereiro e março será abaixo da média na maior parte da região Nordeste, é possível que no noroeste dessa área haja períodos com chuvas mais intensas, alcançando a média em algumas localidades".
Na Região Sul do Brasil, onde os volumes de chuva já são historicamente baixos durante o verão, as previsões apontam para níveis normais ou inferiores à média. Especialmente no Rio Grande do Sul, as estimativas indicam precipitações no extremo sul do estado inferiores a 400 milímetros.
Para a meteorologista Maytê Coutinho, a regularidade das chuvas nas Regiões Norte e Nordeste pode ser ainda mais afetada se as condições oceânicas atuais se mantiverem. "As temperaturas elevadas nas águas do Atlântico Tropical Norte e as águas mais frias no Atlântico Tropical Sul criam condições favoráveis para a continuidade da Zona de Convergência Intertropical operando ao norte da sua posição climatológica habitual", explica.
O relatório do Inmet indica que essas mudanças climáticas podem impactar significativamente diversas atividades econômicas, incluindo a agropecuária, a geração de energia hidrelétrica e a gestão dos reservatórios hídricos necessários para garantir um abastecimento adequado de água.
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