A Polícia Federal deflagrou hoje (6) a Operação Midas do Cerrado, para investigar um grupo que, há mais de dois anos, usa as redes sociais para aplicar

Redação Publicado em 06/05/2022, às 00h00 - Atualizado às 17h09
A Polícia Federal deflagrou hoje (6) a Operação Midas do Cerrado, para investigar um grupo que, há mais de dois anos, usa as redes sociais para aplicar golpes, convencendo suas vítimas a fazer investimentos extremamente lucrativos similares a pirâmides. Os golpistas prometiam lucro de até 10% ao dia.

Mais de 30 policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão e 10 medidas cautelares no Tocantins, nas cidades de Palmas e Porto Nacional.
De acordo com a PF, a investigação teve início em 2021. “Verificou-se que os suspeitos praticavam diversos crimes, autointitulando-se traders, como se fossem investidores acima da média, quando não o eram”, informaram os investigadores.
“O grupo utilizava uma plataforma que tem sede nas Ilhas Seychelles e não possui autorização da Comissão de Valores Mobiliários para operar no Brasil. Além disso, usava robôs, operando em contas de terceiros, praticando um sistema de pirâmide para lucrar em cima do prejuízo de diversas vítimas, que lhes seguiam e repassavam dinheiro para que fosse investido, acreditando em ganhos estratosféricos prometidos pelos investigados”, detalhou a PF.
Ainda segundo os investigadores, o grupo fazia propaganda e ostentava “alto padrão de vida” nas redes sociais, onde publicavam fotos de carros caros para atrair novas vítimas para a base da pirâmide.
A estimativa é de que mais de R$ 10 milhões tenham sido movimentados durante as ações criminosas. Se condenados, os suspeitos poderão responder por crimes contra o sistema financeiro, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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Agencia Brasil
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