Manifestantes exigem reajuste salarial de 12,47%, melhorias no plano de saúde e participação nos lucros das empresas do setor

Redação Publicado em 14/06/2022, às 00h00 - Atualizado às 12h16
Os motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo entraram em greve nesta terça-feira (14), exigindo reajuste salarial de acordo com os critérios dos manifestantes. O protesto começou a ser planejado depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta das empresas do setor.
Diante da paralisação, que começou por volta da meia noite, a Prefeitura de SP decidiu suspender o rodízio municipal de veículos, que deve voltar a vigorar na quarta-feira (15).
O Sindicato dos Motoristas de Ônibus(Sindmotoristas) afirmou que a paralisação não será completa, porque há uma liminar que ordena o funcionamento de 80% da frota no horário de pico e 60% em outros horários.
A categoria ameaçou entrar em greve na semana retrasada, no entanto, a paralisação foi adiada devido a outro protesto que ocorreu no dia 6 de junho. Agora, os manifestantes reivindicam reajuste salarial de 12,47% com aumento real, revogação da hora de almoço não remunerada, fim do desconto do vale refeição quando os profissionais apresentarem atestado médico, plano de saúde com mais benefícios e participação nos lucros.
O julgamento da decisão judicial sobre a greve e os salários está agendado para a quarta-feira (15).
Estima-se que 15 empresas de ônibus suspenderam temporariamente suas operações, enquanto 12 estão funcionando normalmente.
Em sua tentativa de aliviar o impacto da paralisação na vida dos trabalhadores, a CET liberou faixas e corredores de ônibus ao longo do dia.
Em um comunicado à imprensa, a Prefeitura de SP disse que todos os ônibus que fazem parte do “sistema estrutural” estão parados. São 6.469 ônibus, de 13 empresas, que representam 713 linhas, que ligam principalmente as periferias da cidade aos grandes terminais.
A SPTrans afirmou que os ônibus do sistema local estão circulando. São 5.314 veículos de menor capacidade, de 11 companhias, que são responsáveis por 487 linhas.
Por outro lado, a SPTrans alega que o sindicato não cumpriu a determinação da Justiça de manutenção de 80% da frota dentro do horário de pico. Em razão disso, a empresa vai cobrar a autuação de R$ 50 mil de multa diária.
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