Na Avenida Paulista, o evento será das 14h às 17h e acontecerá simultaneamente em outras 300 cidades do país

Jessica Anjos Publicado em 05/09/2022, às 10h59
Na próxima quarta-feira, dia 7 de setembro, haverá mais uma manifestação na Avenida Paulista celebrando os 200 anos da independência do Brasil e em prol da liberdade e democracia.
Tomé Abduch, organizador do evento, concedeu entrevista à Jovem Pan de Bauru na manhã desta segunda-feira (5) e contou detalhes da programação e tranquilizou as famílias quanto à segurança do local.
"O evento começará às 14h e chegará ao fim às 17h, mas estamos orientando pessoas que vêm de outros lugares de São Paulo, como o interior, por exemplo, a chegarem mais cedo. Entre 10h30 e 11h seria o horário ideal", comenta Tomé.
Durante a entrevista, o organizador ressaltou que hoje em dia o brasileiro fala bem mais de política do que antigamente e a participação nas manifestações em prol da democracia e liberdade são um exemplo disso. "Hoje falamos mais de política do que de futebol e novela. O brasileiro está antenado sobre o que está acontecendo no governo, sabe quem são os políticos que estão no poder", aponta.
O evento do dia 7 de setembro não acontecerá apenas na Avenida Paulista, mas em outras 300 cidades do Brasil. Segundo Tomé, a segurança será reforçada para que o brasileiro se sinta a vontade para vestir as cores do país e ir às ruas com sua família.
A presença de Jair Bolsonaro não está confirmada na programação. Tomé explicou que o presidente estará em Brasília pela manhã, acompanhando o desfile, e na parte da tarde irá para o Rio de Janeiro. "A informação que temos é que ele não irá, mas conhecemos nosso presidente, ele pode querer ir de surpresa", brinca Tomé.
Quando questionado sobre a programação do evento, o organizador disse que haverá um caminhão que participará da manifestação e já tem nomes confirmados: Tarcísio de Freitas, Marcos Pontes e Ricardo Sales estarão no evento.
Tomé também destacou que foi feito um convite oficial para todos os candidatos a cargos em São Paulo. "Caso Rodrigo Garcia ou Haddad, por exemplo, quiserem participar do evento e estar com a gente no caminhão, eles podem. Estamos dando oportunidade para todos eles, porque este não é um evento político. Ninguém está autorizado a fazer campanha eleitoral ou usar camisetas que não sejam lisas apenas com as cores do Brasil", explica.
Quando questionado sobre os rumores do evento de 7 de setembro ser antidemocrático, Tomé disse que há uma inversão de valores no Brasil. "Esse tipo de comentário é um tapa na cara, porque a grande maioria das pessoas que estão nas ruas são a favor da democracia e respeitam os políticos. São família, senhores e senhoras. Não somos a favor da intervenção militar".
De acordo com Tomé Abduch, pessoas que aparecem nas manifestações com placas antidemocráticas, são infiltrados da oposição querendo manchar a identidade do evento.
"Cada um de nós, brasileiros, temos que fazer nosso papel para o Brasil dar certo. A grande culpa do país ter chegado onde chegou é nossa, abandonamos as eleições nos últimos anos, não sabíamos em quem votar e infelizmente essas pessoas se apropriaram da nação brasileira. Então, se você quer um país melhor para os seus filhos, dia 7 de setembro esteja nas ruas, usando nossas cores, e leve suas família", finaliza.
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