
Renato Nalesso Publicado em 18/07/2022, às 08h29
Nesse mesmo espaço há algumas semanas deixei clara minha opinião sobre esse Corinthians do técnico Vítor Pereira. Trata-se de um clube gigante com um elenco questionavelmente frágil que está conseguindo se estabelecer bem em todas as competições que disputa graças a organização no comando e da força da mística de sua camisa. Brinquei até com a analogia de comparar o Timão a um elefante que surge misteriosamente em cima de um telhado. Ou seja, ‘ninguém sabe como chegou ali, mas que uma hora vai cair, isso vai’. Mas afinal, será que não dá pra segurá-lo no alto?
Vi que a diretoria do clube está se mexendo para tentar reforçar o time. Já chegaram de fora do País o atacante Yuri Alberto e o zagueiro Balbuena. Ambos aguardaram documentação e prazos para estrear. Já veteranos da equipe, aqueles que a torcida mais colocava as fichas, não saem do departamento médico. São os casos de Fágner, Willian, Renato Augusto e Paulinho. O último esquece pra esse ano porque passou por cirurgia séria. Mas e os outros três? Por que tanto tempo de ‘molho’? Aliás, o que essa boleirada tem sofrido de lesão é uma grandeza. Todo jogo pelo menos tem um. Ninguém vai se responsabilizar por isso?
No sábado o Corinthians perdeu do Ceará fora de casa e deixou mais uma vez nítida suas deficiências técnicas. Nem sempre a molecada vai salvar. Nem sempre a força da torcida dará o gás necessário. Para vencer as partidas, conquistar títulos e manter o ‘elefante lá em cima’ o Timão precisa de bons jogadores. E jogadores ‘inteiros’ fisicamente. Caso contrário a Fiel pode esquecer e parar de sonhar com conquistas. Porque assim do jeito que está elas de fato não virão.

Dorival vai recuperando o Mengão
Nunca fui 100% favorável a essa invasão de técnicos portugueses no Brasil. Claro que a competência de nomes como Jorge Jesus e Abel Ferreira se provou inquestionável, mas o que dizer do Paulo Sousa? Veio para cá e acabou fazendo um baita negócio financeiro. Pego uma baita grana do Flamengo, porque bola mesmo ele não fez o time jogar. É só ver a equipe agora nas mãos do Dorival Junior. Se recuperou no Brasileirão, deu um show na Libertadores diante do Tolima e reverteu o resultado adverso contra o Galo garantindo vaga nas quartas da Copa do Brasil. Na minha visão é favorito sim para conquistar os três torneios. Prova de que muitas vezes um vestiário bem organizado e sem incêndios é meio caminho andado.

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