Por Renato Nalesso*

Redação Publicado em 22/11/2021, às 00h00 - Atualizado às 06h00
Por Renato Nalesso*
Quanto a diretoria do Palmeiras anunciou a contratação do Abel Ferreira como novo técnico do time eu confesso que fiquei com uma pulga atrás da orelha. Afinal, quem era esse sujeito? Curioso eu fui tentar perguntar para alguns amigos. Ninguém sabia. Fui pesquisar na internet e descobri que se tratava de um ex-lateral de nível baixo pra médio que se transformou em um jovem treinador com um início de carreira contestável. Ou seja, em três trabalhos distintos nunca tinha conquistado nada de relevante.
Só que ele chegou, herdou o trabalho do interino Cebola e melhorou muito o clima do vestiário do time. E isso talvez seja o que mais fez diferença na campanha da temporada passada, onde o Verdão jogou todos os jogos possíveis de um time e faturou os títulos da Copa do Brasil e o tão sonhado Bi da Libertadores da América. Tudo isso aproveitando muito a qualidade dos meninos das categorias de base. O que significa dizer que soube valorizar demais os ‘ativos’ do clube.
Pois é, mas virou 2021 e alternâncias de boa performance com péssimas jornadas tem tornado o português um alvo constante de críticas, não só por parte da imprensa como boa fatia da sua própria torcida. Ninguém se conforma com a incapacidade de substituir e mudar a forma tática durante as partidas. Não à toa o Verdão perdeu tanto na temporada. E as coletivas de imprensa? Pelo amor de Deus! Ele fica toda hora arrumando conflitos desnecessários. Depois põe a culpa no ‘conflito’ de línguas. Dá pra acreditar?
De qualquer forma agora o Palmeiras vem de três derrotas consecutivas. E poderão ser quatro caso perca amanhã para o líder Atlético/MG. Enfrentará na decisão na Libertadores o Flamengo, que na contramão vem de quatro vitórias seguidas. Posso falar? É bem capaz do Abel tirar um coelho da cartola assim como fez contra o favorito Galo na semifinal e levar mais essa taça. Só para me deixar mais louco sem entender qual é a real desse cara, que parece meia boca mas é bom demais.
Artilheiro com lenha pra queimar
Ouço muita gente criticando a qualidade ofensiva do ataque do Corinthians. E de fato é um dos piores ataques entre os primeiros colocados do Brasileirão. São só 37 gols em 34 rodadas. Muito pouco não é mesmo? E muita gente mira esse baixo rendimento no atacante Jô, que desde que retornou ao clube tem tido momentos bem ruins. Mas não é que no clássico de ontem foi o camisa 77 que decidiu a vitória do Timão contra o Peixe? Um grande gol e uma assistência que dão esperanças ao torcedor de que ele ainda tem potenciar para render mais. Eu particularmente acho que a idade chegou e o estilo dele jogar mudou. O técnico que entender isso e souber explorar pode se dar bem.
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