Por Rodrigo Constantino

Redação Publicado em 08/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 16h49
Por Rodrigo Constantino
O presidente Bolsonaro vetou o trecho de uma nova lei que previa a oferta gratuita de absorventes higiênicos e outros cuidados básicos de saúde menstrual. Na justificativa, o presidente alega que consultou tanto o Ministério da Economia como o da Educação e que “a proposição legislativa contraria o interesse público, uma vez que não há compatibilidade com a autonomia das redes e estabelecimentos de ensino”. Além disso, Bolsonaro afirma que o projeto “não indica a fonte de custeio ou medida compensatória”.
Nas redes sociais, porém, a esquerda em peso explorou o caso para pintar o presidente como alguém insensível, cruel e até misógino. A deputada Tabata Amaral, por exemplo, afirmou que Bolsonaro “mostra seu desprezo pela dignidade das mulheres vulneráveis e pela luta da sociedade contra a pobreza menstrual”. Em seguida puxou uma hashtag “LivreParaMenstruar”. Esse foi o tom adotado por Randolfe Rodrigues, o companheiro do ditador Maduro, e também pelo senador Alessandro Vieira, sem falar do PT em peso e de muitos jornalistas.
Claro que essa oposição oportunista está sempre em busca de qualquer pretexto para demonizar Bolsonaro, que já é responsabilizado de forma bizarra até pelas mortes na pandemia e também pela inflação e o desemprego, frutos dos lockdowns que o presidente condenou. Não perdem uma oportunidade de vender a ideia de que Bolsonaro é alguém malvado. Mas o caso serve para uma reflexão mais profunda.
A esquerda adota a falácia de que se você é contra o estado distribuir algo “gratuito” (risos), então você só pode ser contra o uso dessa coisa pelos pobres. Quem acha que não cabe ao governo distribuir absorventes, então só pode ser contra o uso de absorventes pelas mulheres pobres. Isso é ridículo, sem sentido e denuncia a mentalidade socialista dessa turma.
Ora, o estado deve cuidar da produção de alimentos então? Pois nada é mais básico e essencial do que comida, não é mesmo? Na União Soviética tentaram seguir por esse caminho e milhões morreram de inanição. No ocidente capitalista, o estado não cuidava da alimentação dos pobres, mas os pobres tinham alimentos acessíveis.
É o velho monopólio das virtudes, dos fins nobres, mas não precisar debater os meios. A esquerda ignora os conceitos de escassez, de custo de oportunidade, e enxerga o estado como um instrumento da justiça social, a locomotiva do progresso, uma entidade formada por anjos clarividentes e abnegados que possuem infindáveis recursos à disposição, pois eles brotam do solo ou caem do céu. Considerar que o próprio mercado atende melhor os mais pobres, ou que a filantropia voluntária seja um caminho melhor é algo que nem passa pela cabeça dessa gente.
Tudo que querem é gritar “absorvente para todos”, ou melhor, para “todes”, já que é preciso incluir os trans na jogada, e depois demonizar quem discorda de seus métodos. É um truque velho e manjado, mas sem isso o que resta aos esquerdistas?

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