Morreu, no sábado (29), no Rio, o cineasta, ator, roteirista e produtor Maurice Capovilla, de 85 anos. A morte de Capô, como era chamado, foi confirmada pela

Redação Publicado em 30/05/2021, às 00h00 - Atualizado às 09h46
Morreu, no sábado (29), no Rio, o cineasta, ator, roteirista e produtor Maurice Capovilla, de 85 anos. A morte de Capô, como era chamado, foi confirmada pela mulher dele, Marília Alvim, em suas redes sociais.
O corpo de Capovilla vai ser cremado neste domingo (30), no Crematório da Penitência, no Caju, na Zona Portuária. O velório está marcado para a partir das 15h, quando está prevista a chegada do corpo à Capela 5.
Segundo a cunhada Heloísa Alvim, Capovilla morreu em casa, onde estava acamado. Ele sofria de Alzheimer há cinco anos e já não falava nem andava mais.
“Mas Capô até alguns meses atrás ainda conseguia escolher filmes e ensinar o valor do cinema para minhas netas. Ele era incrível mesmo doente. Elas ficavam lá quietinhas, vendo com ele e discutindo. Um verdadeiro mestre”, disse a cunhada.
O cineasta deixa quatro filhos, sendo Lia, Matias e Adriana do primeiro casamento, e Mayra, do segundo casamento.
Na quinta-feira (27), Capô publicou em seu perfil no Facebook um texto de despedida em que destacava o avanço da doença. Segundo a cunhada, Heloísa, o texto foi publicado por ele próprio.
“Grande abraço a todos – Capô
Nesta quinta feira vou me despedir para sempre, peço desculpas aos meus amigos e amigas. aconteceu o que estava previsto a muito tempo, o alzheimer que tomou conta da minha memória implacável assim para sempre. Vou sentir saudades mas devo um grande abraço a todos vocês que me acompanharam”.
Nascido em Valinhos (SP) em 1936, Capovilla estreou como cineasta nos anos 1960, com a direção do curta-metragem “União”, em 1962. Entre os outros curtas dirigidos por Capovilla destaca-se o documentário “Subterrâneos do futebol”, de 1964.
Dirigiu seu primeiro longa-metragem “Bebel, garota propaganda” em 1968, com roteiro escrito por ele mesmo. Capovilla se baseou no conto “Bebel que a cidade comeu”, de Ignácio de Loyola Brandão.
Nos anos 1970 dirigiu as séries Globo Shell e o programa Globo Repórter, da TV Globo. Nos anos 1980, foi diretor de núcleo da Rede Bandeirantes.
Seu último longa como diretor foi “Harmada”, em 2003, no qual também fez o roteiro. Como ator, seu último trabalho foi em 2005, no filme “Donde comienza el camino”.
Veja parte da obra deixada por Capô:
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Fontes: G1 – Globo.
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