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Memória curta

Redação

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Memória curta

Será que esquecemos ou nos permitimos esquecer?

Daiani Mistieri

 

 

 

O primeiro ponto que eu gostaria de lembrar é a questão da China, as acusações graves e sem prova alguma nas quais o país foi envolvido pelo presidente Jair Bolsonaro, assim como por seus familiares e pessoas próximas, como os ministros das Relações Exteriores, o Chanceler Ernesto Araújo e o da pasta da Educação, Abrahan Weintraub. Nós vamos esquecer isso?

Um segundo ponto é que o presidente falou há pouco tempo, durante uma visita aos EUA, ter provas de fraudes nas últimas eleições. Aonde elas estão? Esquecemos?
Vale lembrar que o presidente frequentemente ajoelha e bate continência nessas visitas. Ainda que não exista uma subordinação militar em relação ao presidente Trump, se submete (e nos submete) a uma ação que, em linguagem, militar significa “bato continência para quem é meu superior. Esquecemos?

Depois Bolsonaro voltou dos EUA afirmando que o COVID-19 é uma “gripezinha” e também que por ser um atleta seria pouco, ou nem seria, afetado pelo vírus. Várias pessoas de seu gabinete além de Ministros de Estado contraíram o vírus e, mesmo assim ele se recusou a mostrar seus testes. Esquecemos?

Foi para uma caminhonete dizer em alto e bom tom que “não vamos negociar, não vamos aceitar e não vamos FAZER A VELHA POLÍTICA”.
E o que tem mostrado é exatamente o que ele fez na Câmara dos Deputados durante 30 anos, VELHA POLÍTICA. Esquecemos?

Agora Bolsonaro nos dá amostras de que o que discursou e o que o fez, seguramente, ser eleito, que era a luta contra a corrupção, serve até o momento em que chega perto do seu círculo familiar, destituindo então o Superintendente da Polícia Federal, Maurício Valeixo, provocando desta forma a demissão do Ministro da Justiça, Sergio Moro, assim como provocou a demissão do Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, na semana passada. Esquecemos?

Esquecemos que ele afirmou ser apenas uma “gripezinha”, que agora temos milhares de mortos e assistimos diariamente situações trágicas como a do Estado do Amazonas?

Esquecemos que o presidente disse que não apoiaria acordos ambientais como o de Paris e nós estamos enfrentando hoje, neste momento, um recrudescimento do desmatamento da Amazônia. Ninguém fala abertamente ou é pouquíssimo divulgado, porque estão todos envolvidos com a Pandemia. Isso deixa de ser um grande problema? Esquecemos?

Até quando vamos permitir que um presidente fale e faça o que quer, como ele quer, da maneira que ele quer, desrespeitando às instituições públicas, privadas e o povo brasileiro? Vamos esquecer isso também?

 

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