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ANÁLISE: mais do que pela Justiça, destino de Trump será traçado pelas urnas

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ANÁLISE: mais do que pela Justiça, destino de Trump será traçado pelas urnas

Vitória democrata nas eleições de novembro poderá deflagrar processo de impeachment.

Nunca um presidente americano enfrentou tantos escândalos como Donald Trump em um ano e meio de governo. Num mesmo dia, já conhecido como a “terrível terça-feira”, sofreu mais dois golpes na Justiça envolvendo ex-assessores. A cada revés, fica mais difícil para o presidente insistir na tática de desacreditar a investigação do procurador especial Robert Mueller III, que desde o ano passado já indiciou 33 pessoas e três empresas pela interferência russa na campanha de Trump.

Desta vez, Paul Manafort, ex-chefe de sua campanha, foi condenado por oito crimes financeiros e o ex-advogado Michael Cohen admitiu na Justiça que violou as leis de financiamento de campanha e pagando, a pedido de Trump, pelo silêncio de duas mulheres que alegam ter se relacionado com ele.

A pouco mais de dois meses das eleições de meio de mandato, a palavra impeachment sai com frequência da boca de democratas, que esperam recuperar em novembro o controle do Congresso. A derrota republicana nas urnas seria o pior cenário para o presidente, que se arriscaria ao julgamento político, com uma maratona de audiências que debilitaria a última metade de seu governo.

Trump conta com o apoio de 90% da base republicana e joga com a fortaleza econômica de seu governo, que registrou crescimento de 4,5% em um ano, para manter eleitores a seu lado. Um impeachment provocaria um colapso no mercado, advertiu nesta quinta-feira.

Desta forma, o presidente vem alimentando uma frágil relação com a verdade. O jornal “Washington Post” já levantou 4.229 afirmações falsas de Trump, uma média de 7,6 por dia.

Um julgamento judicial, por outro lado, parece distante. O procurador especial Mueller já sinalizou à equipe jurídica da Casa Branca que deverá seguir a orientação do Departamento de Justiça de que um presidente em exercício não pode ser indiciado. Assim, mais do que pela Justiça, o destino de Trump será traçado em novembro pelos eleitores.

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