Ministério da Saúde descarta risco de surto de hantavírus no Brasil após casos em cruzeiro

Pasta afirma que situação monitorada pela OMS não tem impacto direto no país e reforça que não há registro de transmissão entre pessoas no território brasileiro

A hantavirose pode causar febre, dores musculares e falta de ar em casos mais graves - Imagem: Reuters

Redação Publicado em 09/05/2026, às 17h03 - Atualizado às 17h19

O Ministério da Saúde informou que o surto de hantavírus registrado em passageiros de um cruzeiro que passou pela América do Sul não representa ameaça para o Brasil. Segundo a pasta, a avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o risco de disseminação global da doença é considerado baixo.

De acordo com o governo federal, não existe circulação no Brasil do genótipo associado aos casos investigados no navio. O ministério também ressaltou que os registros confirmados neste ano no país não têm relação com o episódio internacional monitorado pelas autoridades sanitárias.

Em 2026, o Brasil contabilizou sete casos de hantavírus até o fim de abril. Os registros ocorreram em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Apesar do alerta internacional, o Ministério da Saúde destacou que o país nunca registrou transmissão de hantavírus entre pessoas. Atualmente, o Brasil identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, principais transmissores da doença.

A hantavirose é uma infecção viral aguda transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores infectados. A contaminação costuma ocorrer pela inalação de partículas presentes em ambientes fechados ou contaminados.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, dor de cabeça, náuseas e desconforto abdominal. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar e cardíaco, causando falta de ar, acúmulo de líquido nos pulmões e insuficiência respiratória.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, desde a identificação da doença no Brasil, em 1993, foram confirmados 2.412 casos e 926 mortes até dezembro do ano passado. Nas Américas, a forma mais comum da doença é a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, considerada rara, mas com elevada taxa de letalidade.

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