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ALERTA SANITÁRIO

Surto em cruzeiro deixa mortos e coloca OMS em alerta global para hantavírus

Organização Mundial da Saúde confirmou cinco casos da doença no navio MV Hondius e monitora possíveis contaminações em diferentes países após três mortes registradas durante a viagem.

Navio MV Hondius se tornou foco de investigação internacional após mortes e confirmação de casos de hantavírus durante expedição no Atlântico Sul. - Imagem: Reprodução
Navio MV Hondius se tornou foco de investigação internacional após mortes e confirmação de casos de hantavírus durante expedição no Atlântico Sul. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 07/05/2026, às 11h29


A OMS confirmou cinco casos de hantavírus relacionados ao cruzeiro MV Hondius, que já registrou três mortes suspeitas, gerando uma investigação sanitária internacional e um alerta global sobre uma cepa incomum do vírus.

As vítimas fatais incluem cidadãos alemães e holandeses, enquanto um britânico permanece em estado grave na África do Sul; os sintomas observados nos passageiros incluem febre alta e dificuldades respiratórias.

A OMS está monitorando a embarcação até sua chegada em Tenerife, na Espanha, e autoridades de saúde de vários países, como Holanda e Estados Unidos, estão reforçando protocolos de vigilância sanitária em resposta ao surto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta quarta-feira (7) cinco casos de hantavírus ligados ao cruzeiro MV Hondius, que se tornou centro de uma investigação sanitária internacional após registrar três mortes suspeitas durante uma expedição iniciada na Argentina.

O caso mobilizou autoridades de saúde de diversos países e acendeu um alerta global sobre a circulação de uma cepa considerada incomum do vírus, principalmente após o surgimento de suspeitas em passageiros e pessoas que sequer estiveram no navio.

Segundo a OMS, os casos confirmados envolvem passageiros de diferentes nacionalidades. Entre as vítimas fatais estão um homem alemão, uma mulher alemã e um casal holandês. Um britânico de 69 anos segue internado em estado grave em uma UTI na África do Sul.

Apesar da gravidade do episódio, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou que o risco de disseminação em massa permanece baixo.

“Não é o início de uma nova pandemia”, afirmou a entidade durante coletiva.
A investigação aponta que o vírus pode ter circulado em ambientes fechados durante a viagem. A possibilidade de transmissão entre humanos também está sendo analisada, embora especialistas ressaltem que esse tipo de contágio é raro e associado apenas a cepas específicas da doença.

O navio partiu da Argentina no início de abril e percorreu regiões isoladas do Atlântico Sul. Durante a viagem, passageiros começaram a apresentar sintomas como febre alta, dores intensas, dificuldade respiratória e hemorragias.

Com a escalada dos casos, passageiros desembarcaram em ilhas do Atlântico e seguiram para diferentes países, ampliando o rastreamento internacional. Até o momento, autoridades monitoram possíveis infecções em países como Holanda, França, Singapura e Estados Unidos.

A OMS informou ainda que especialistas acompanham a embarcação até sua chegada em Tenerife, na Espanha, enquanto governos reforçam protocolos de vigilância sanitária.

O que é o hantavírus?

O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores contaminados. Em humanos, a infecção pode provocar a chamada Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, doença considerada grave e potencialmente fatal.

Os sintomas iniciais incluem:

febre alta;
dores musculares;
fadiga intensa;
falta de ar;
problemas cardiovasculares.


Em casos mais severos, o quadro evolui rapidamente para insuficiência respiratória.

Autoridades sanitárias seguem investigando a origem exata do surto e não descartam novos casos nos próximos dias devido ao período prolongado de incubação do vírus.


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