Encontro internacional promete repercussão política e econômica
Gabriela Nogueira Publicado em 22/10/2025, às 17h00
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou interesse em se encontrar com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que será realizada na Malásia. Essa informação foi divulgada pela imprensa americana, que cita um funcionário anônimo da Casa Branca. A reunião está prevista para ocorrer no início da manhã de domingo (26), no horário de Brasília.
Segundo uma fonte da Casa Branca consultada pela Reuters, há "discussões sobre a viabilidade deste encontro" na Malásia, resultado de uma recente conversa telefônica entre os dois líderes. O Itamaraty já havia sinalizado na segunda-feira, 20, que a reunião poderia ser concretizada no domingo. A mídia dos Estados Unidos relata que as autoridades estão atualmente avaliando as condições para a realização do encontro no país asiático.
Até o momento, o governo brasileiro não confirmou oficialmente o encontro, e a Casa Branca também não fez qualquer anúncio formal sobre o assunto. De acordo com informações da Bloomberg, a estratégia brasileira consiste em aguardar que Trump exponha suas demandas antes de apresentar suas próprias propostas, conforme relataram fontes familiarizadas com as negociações.
Ambos os presidentes estarão na Malásia para participar da cúpula, e o local foi considerado apropriado por ambas as partes devido à sua neutralidade. O primeiro encontro pessoal entre Lula e Trump ocorreu de forma breve durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em Nova York. Após esse contato inicial, eles mantiveram uma conversa telefônica na qual Lula solicitou a Trump uma revisão da sobretarifa de 40% aplicada a certos produtos brasileiros.
Além das questões tarifárias, as discussões devem abordar também as crescentes tensões entre os Estados Unidos e dois países latino-americanos: Venezuela e Colômbia. A diplomacia brasileira planeja abordar esse encontro com cautela e não espera soluções imediatas. É importante destacar que assuntos relativos à política interna do Brasil não estarão em pauta.