STF

Defesa de Braga Netto solicita extensão de prazo ao STF em resposta a denúncia da PGR

A defesa de Braga Netto argumenta que não tem acesso total aos elementos da delação de Mauro Cid

A defesa de Braga Netto argumenta que não tem acesso total aos elementos da delação de Mauro Cid - Imagem: Reprodução / Fernando Frazão / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 06/03/2025, às 14h57

A defesa de Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa do Brasil, protocolou um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), requerendo uma prorrogação do prazo para apresentar sua resposta à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O novo prazo solicitado deve ter início após a manifestação de Mauro Cid, que recentemente firmou um acordo de delação premiada.

Braga Netto é um dos 34 indivíduos acusados pela PGR, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, por crimes graves como organização criminosa e tentativa de golpe de Estado. Atualmente, ele se encontra sob prisão preventiva, isolado na Vila Militar, onde seu acesso a dispositivos eletrônicos é rigorosamente controlado.

A defesa, composta pelos advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall'Acqua, argumenta que não tem acesso total aos elementos da colaboração premiada de Mauro Cid, o que dificulta a análise das provas mencionadas na denúncia e compromete a elaboração de uma resposta adequada. "Assim, constata-se que a Defesa não tem acesso efetivo à integralidade dos elementos da colaboração premiada de Mauro Cid", afirmam os advogados em sua argumentação.

Se o STF não acatar o pedido de prorrogação, o prazo para que Braga Netto apresente sua resposta expirará nesta sexta-feira (7). Ele se destaca entre os denunciados por estar sob prisão preventiva e é mantido em uma sala adaptada na Vila Militar, cercado por um forte esquema de segurança.

As visitas ao ex-ministro são limitadas e necessitam da autorização do próprio ministro Moraes. Em outra frente, a defesa de Mário Fernandes, também militar, solicitou a revogação da prisão preventiva dele; no entanto, essa solicitação foi negada por Moraes. O ministro justificou sua decisão ressaltando que a continuidade da prisão é fundamental para assegurar a ordem pública e facilitar o avanço das investigações em andamento.

STF ALEXANDRE DE MORAES BRAGA NETTO Mauro Cid tentativa de golpe PRG

Leia também